segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Os "foras" da dona Gracinha

 

     Que figura a dona Gracinha! Uma safoneira de primeira. Boa inclusive pra tirar jornalista de tempo. rsrs Já ouviram falar que criança e "velho" não têm nada a perder? Pois bem. Tirei a prova com esta nordestina.
     Como eu a achei uma graça, queria fazer um trocadilho (até óbvio demais) sobre a dona Gracinha ser uma gracinha. Aí lá vai eu perguntar: "Dona Gracinha, a senhora não acha que esse nome tem tudo a ver com o jeito da senhora? E lá me sai ela com essa: "você quer que eu diga que eu sou uma gracinha? Eu sou uma gracinha!!!". "Essa já deve ter sido entrevistada por muitos jornalistas", pensei.
     Depois lá estou eu lendo o texto da passagem pra decorar o que ia falar. "Lê isso direito menina". Oi?
Não resisti e perguntei se ela queria o microfone. Já estava achando que a safoneira sabia mais do que eu. Tudo isso em meio a risos de todos, inclusive meu, é claro!
     Por fim: "onde vai passar a matéria?". "No SBT dona Gracinha, aquele canal do patrão, o Silvio Santos. Mas não no programa do Silvio Santos, no jornal". "Eu sei menina, tá pensando que eu sou demente?" Oi?

 

 Parece até que ela é raceada com seu Lunga. 
Em tempo: 

Seu Lunga entrando em uma loja:

- Tem veneno pra rato?

A balconista responde:

- Tem! Vai levar?

Seu Lunga sentencia:

- Não, vou trazer os ratos pra comer aqui!!!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Tentando fazer poesia

    Já disse isso aqui antes: a cada estação seca, quando eles começam a florir, eu volto a admirá-los - os ipês! Daí fui fazer a primeira matéria desse ano sobre os incêndios. Encerrei o VT com eles e me atrevi a fazer poesia... rsrs Eh, não sei se é poesia, mas digamos que eu dei uma viajada no off final. =)

 


 "OS IPÊS SÃO OS ÚNICOS QUE PARECEM NÃO SOFRER COM A SECURA. COLORIDOS E EXIBIDOS CHAMAM A ATENÇÃO. ANA MARIA REGISTROU A EXUBERÂNCIA EM COR DE ROSA."


    Já que há mais de 2 meses não postava aqui, vamos por logo dois vts. E como o assunto é ousar, nesse vt há duas passagens (trecho em que o repórter aparece). Na segunda passagem eu gravei no que chamamos de "dois tempos". Na passagem em dois tempos escrevemos um texto e falamos até um certo ponto. Aí nesse ponto o cinegrafista muda de posição e pega o repórter falando de outro ângulo, que recomeça o texto de onde parou. Assistam para entender. 

    O vt é sobre um cobrador de ônibus que criou uma biblioteca e passou a levar os livros para o coletivo. Ahh no ar você não imagina, mas eu comecei o vt pelo final. Primeiro fui na biblioteca e depois no ônibus, mas a história é contada a partir do baú, como é chamado o busão pela galera do DF.





terça-feira, 22 de maio de 2012

Batendo ponto nas delegacias

    E na espera pela coletiva..... o cinegrafista de cabelo branco solta: vamos tirar uma foto pra por no face?! rsrsrs Coroa antenado, hein?!  Os dois de camisa azul e colete, à esquerda da foto, são da minha equipe: Neri com a câmera e Carlinhos agachado e com o microfone na mão.



     Imprensa reunida e depois começa a correria atrás do médico maluco, que leu uma carta e virou as costas, mas foi perseguido por nós, cheios de perguntas não respondidas.
     Assistam ao VT. O cara é tão pirado que o delegado falou que ele chegou a cursar direito pra encontrar uma brecha na lei pra voltar a ter no brasil a cirurgia de lobotomia: "(...) uma intervenção cirúrgica no cérebro, utilizada no passado em casos graves de esquizofrenia. A lobotomia foi uma técnica bárbara da psicocirurgia que não mais é usada".
    Fora que ele falava com um sotaque, no mínimo, esquisito. E como da porta da delegacia até o carro ele só repetia "o meu press release diz tudo", o bordão virou piada entre os jornalistas e passamos a tarde falando um pro outro: o press release diz tudo! kkkkkkkk
    Ah soube que um colega da imprensa, logo quando aconteceu o caso, ligou pra ele e o cidadão brasileiro começou a falar em inglês: sorry I don't speak portuguese. E quando o repórter falou em inglês ele desconversou negando ser quem era. 


    Eu queria chamá-lo de doido, mas me controlei e fui só no "dramático".  O vt entrou no SBT Brasil. É claro que com falas bem mais reduzidas. Televisão já é algo meio "superficial" e matéria nacional é mais "en passant" ainda. A edição capricha no corte das falas.   

(comparem com o vídeo acima e vejam o que digo sobre as falas reduzidas... rsrs)

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    Outra vez em delegacia, mas agora pra contar uma história inusitada. Uma Kombi furtada e encontrada após 25 anos. Será que o dono gostou da notícia? Eu sei que ele não queria nem gravar conosco. Você tá doida? Eu respondi: não, só to fazendo uma pergunta pro senhor gravar com a gente! Rum. Tem horas que dá muita vontade de ser desaforada. E eu sou. Bem, mas ele foi convencido!


    A história também entrou no nacional, só que mais curta, como sempre. O que gostei nesse VT foi da edição de imagem do jornal local. O melhor é o áudio ambiente (o que chamamos de "sobe som"). A fala era boa, o dono da Kombi velha dizia "vamos fechar pra ninguém roubar". Ele repetiu a frase duas vezes. Na primeira, o homem aparecia no vídeo (a imagem usada), mas a fala estava cortada, só dava pra entender o final. Na segunda, onde o áudio estava "inteiro", ele já estava fora do vídeo. Deram um jeito e usaram a imagem dele com o áudio onde ele não aparece e nem dá pra perceber que foi feita essa "cirurgia". Mais uma vez repito: tv é uma farsa! ;) 


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Cuspe e dentadura frouxa no plantão!

    Estava de plantão. Minha pauta era ir para o "Piscinão de Ramos" brasiliense, mais conhecido como piscinão do Lago Norte. Uma beleuzaaa!! É claro que saíram algumas presepadas no VT. Vejam:


    Depois que a matéria foi ao ar eu peguei o material bruto e salvei dois trechos marcantes para minha carreira rsrsrs. Agora assistam aos dois trechos cuidadosamente selecionados. O primero você vê "de cara" que o entrevistado é azuretado. Sem mencionar o fato de que ele cospe a maçã praticamente em cima do microfone. O segundo fez o favor de não usar fixadores corega. A chapa, como diriam meus conterrâneos ao falar de dentadura, descolou da boca dele. =S

 

Que tal? Eu mereço tanto?! Ó céus. 
Isso me lembra de um post em que falei sobre uma outra experiência minha com dentadura:

Será que essa bendita me persegue?! 
Ahhh hoje viu num outdoor uma foto exatamente como essa com o seguinte dizer: não afogue sua auto estima em um copo d'água!! Genteeeee é pra acabar de vez com a auto estima de qualquer um. Quanta sutileza!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Declaração do IR do alto de uma cadeira - AO VIVO

Fim de abril. Entrega da declaração do imposto de renda. Não dá outra: repórteres de todas as emissoras em frente ao Ministério da Fazenda pra falar do assunto. Comigo não foi diferente. Poderia ser um link qualquer, não estivesse eu falando do alto de uma cadeira.


Nessa hora estava passando esse texto: 


    Olhem aí que eu não fui a única. À esquerda, Fernandinha, repórter do SBT Brasil. À direita, uma colega da Globo. Pela primeira vez a Globo ficou abaixo do SBT. Não podia perder essa! hahaha
 


    Sim, mas vejam como toda essa bagaça foi pro ar! rsrs
No final tem mais um vídeo com os bastidores e minha cara de pânico!


    
     Tudo isso porque o bendito nome "Ministério da Fazenda" na fachada do prédio fica muito alto. Para enquadrar repórter de forma mais bonita e mais ou menos no mesmo nível do nome, foi preciso um "up".  Acredite, pegar a pessoa de baixo para cima não favorece ninguém. Deixa qualquer um 10 kg mais gordo.


    Aqui vocês podem ver o vídeo que meu auxiliar fez. Vejam a minha cara de alívio e desespero ao devolver pro estúdio e constatar que não cai, mas tremi literalmente na base. Rsrs


   

terça-feira, 3 de abril de 2012

Alzheimer: desafio para um repórter

   
    Dependendo do VT, o repórter consegue escrever a passagem. Ou seja, aquele trecho que ele aparece falando, ele escreve, decora e grava. Masss dependendo da matéria, não dá pra fazer isso. O momento vai dizer o que fazer. Nesse VT que fiz semana passada por exemplo, eu nem ia fazer passagem. Já estava no fim do ensaio e não tinha como pedir que ficassem cantando mais tempo, já que eles estavam "ensaiando" há 1 hora.  Os coristas eram idosos com alzheimer. Mas para contrariar minhas expectativas, a reportagem ficou assim:

UMA INICIATIVA PIONEIRA, DESENVOLVIDA NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA, ESTÁ GARANTINDO QUALIDADE DE VIDA A IDOSOS PORTADORES DE ALZHEIMER.  O H.U.B., QUE É CENTRO DE REFERÊNCIA PARA O TRATAMENTO DA DOENÇA NO DF, DESENVOLVE O PROJETO "PINTANDO O SETE AOS SETENTA". ENTRE AS ATIVIDADES, ESTÁ O CORAL CONVIVER, QUE VOCÊ VAI CONHECER AGORA.

 

    Essa doença me impressionou muito. A senhora que estava chorando e depois ficou bem tem 65 anos. Meu referencial de terceira idade é o melhor possível, graças a avós ativos que tenho. Bem, ela com 65 anos está em um estágio avançadíssimo da doença. De acordo com a moça que a acompanhava, dona Edilamar havia sido psicóloga da polícia - não lembro se civil ou militar. Parecia uma criança. Chocante. 


     Aliás, entrevistá-los foi bem complicado. Podem perceber que, na verdade, só há dois entrevistados na matéria. As outras (os pacientes) cantam, dançam, mas não conversam. Não sabia como conversar com eles. Quando pensei ter encontrado uma maneira, pouco adiantou. Resolvi traduzir toda a dificuldade em música. E eles cantaram.

Cada dia um desafio. O que será que me aguarda amanhã?


domingo, 11 de março de 2012

Mudaram de canal?

    Já falei sobre isso aqui antes (post do dia 27 de julho "Como não chorar?"). Mas o assunto é recorrente, então cá estou eu escrevendo mais uma vez sobre o sensacionalismo. 

 
 
    Recebi minha pauta: entrevistar a mãe da PM assassinada pelo marido. Nããã. Pra que isso gente? A notícia da morte já havia sido dada. Sobre as investigações também já se sabia. Ir pra casa da mãe da vitima, cutucar a ferida, em nome de quê?! Do Ibope? O "público" gosta do drama. É o que parece. Então lá vamos nós alimentar essa vontade. Mas o público gosta porque a TV mostra ou a TV mostra porque o público gosta? Alguém tem resposta pra essa questão? Eu não tenho. 
    A entrevistada parecia anestesiada. Acredito que a fé em Deus trouxe equilíbrio e serenidade pra ela. Dessa vez, eu não chorei. Mas fiquei igualmente indignidada com o propósito daquilo tudo. 


 

    Sobre o mesmo assunto, vi uma reportagem outro dia em uma emissora com os pais da menina que morreu no brinquedo do Hopi Hari. Só que, pior do que apenas ouvi-los, colocaram o casal de frente pra uma terceira pessoa. Essa pessoa também presenciou tudo e contava com detalhes como viu a menina se soltar da cadeira, cair no chão, e tudo isso na frente dos pais (mais abalados a cada relato). Pra que isso gente?! Eu mudei de canal. Será que mudaram de canal quando a minha matéria foi ao ar?! Sinceramente, deveriam mudar, pra acabar com esse tipo de apelação.

 E numa busca no google por imagens de sensacionalismo, olha aí o resultado:



 Essa capa tá DÉMÁSSSS! kkkkkkkkkkkkkkk Pior que é muito provável que seja uma capa verídica. 

 E porque será que eu me vi nessa tirinha abaixo?? rsrsrsrsrs