sábado, 30 de março de 2013

Paixão de Cristo


    Essa é uma pauta temida por repórteres! É que além da multidão, é preciso enfrentar a chuva. Mas até que o tempo ajudou! E eu nem sofri tanto rsrs... Pela primeira vez acompanhei a paixão de Cristo no Distrito Federal. Quer dizer, assistir à encenação eu não consegui. Tive que trabalhar! Um dia antes também estive lá e fiz dois vts. Um no ateliê de costura....


    ...e outro no famoso (no DF) Morro da Capelinha, que fica em Planaltina, a uns 40 km de Brasília. É lá que tudo acontece. Foi esse arco-íris que me deu as boas vindas na primeira vez em que subi no tal morro. 


    Como eram duas matérias meu dead line era 17h pra estar voltando. E assim foi. Mas para isso, no segundo vt fiz vários planos sequências, para facilitar a vida do editor de imagem. Explico: quando gravamos os offs  (a narração), o editor precisa cobrir aquele texto com imagens, e isso toma tempo. Em plano sequência, eu vou narrando o que está acontecendo e assim o vt chega quase pronto na ilha de edição! =)


    Aqui está o vt que fiz ontem, sexta-feira, dia da única apresentação. Mais uma vez, o dead line era de 17h. Com o espetáculo começando às 17h, não deu pra mostrar quase nada, infelizmente. Cerca de 90 mil pessoas foram até lá, acompanhar o espetáculo que acontece há 40 anos e envolve 1400 pessoas entre atores, figurantes e voluntários.


    Mas a melhor lembrança que tenho de encenações da Paixão de Cristo é a de Nova Jerusalém, no município de Brejo da Madre de Deus, em Pernambuco. Está lá o maior teatro ao ar livre do mundo. Uma coisa linda de se ver. Tanto que fui inúmeras vezes durante minha infância e adolescência. É cansativo. Mas vale a pena. Essa é a cena da ressureição.... assistam!!


Ele vive!!! 
Por isso, Feliz Páscoa a todos! 



sexta-feira, 15 de março de 2013

De repórter a jurada

    Era mais um dia. Mais uma pauta. Até o inesperado convite.
A matéria para o SBT Brasil era sobre o ensaio para a final do Mister Universo Brasil 2013.


 
(Versão para o jornal local)


    Quando menos espero, o organizador do evento me fala que precisa de um jornalista para compor a mesa de jurados naquela noite. Quem ele convida para a tarefa? Moi! Yo! Euzinha! rsrs
Ai ai ai



E lá vamos nós....




    Só fiquei chateada com o atraso de 3 horas. Em vez de começar às 20h, como anunciado, começou às 23h. A essa altura já estava arrependida de ter aceito o convite... Acabou quase 1h30 da manhã. A essa altura só conseguia pensar nas 3h30 de sono (!!) que eu teria naquela madrugada. Mas fica a experiência. Foi interessante! =P

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Beijoqueiros

    Acho que nunca encontrei uma pessoa com Down que fosse mal humorada, chata.... Todos estão sempre de bem com a vida. Uma coisa linda! São mesmo especiais. Aproveitando o assunto, vi ontem o vídeo que está bombando há uns dias na net - mais de 1 milhão de visualizações. Emocionante! O brasileiro Ariel Goldenberg virou ator inspirado em Sean Penn. Ariel quer o astro americano ao lado dele para assistir, no dia primeiro de março, à estreia do filme Colegas (em que Ariel atua). Famosos e milhares de internautas estão aderindo à campanha #vemseanpenn. Tomara que Sean Penn venha! =D


    Abaixo está uma matéria com mais uma dessas pessoinhas especiais... No mês passado, Tonico beijou minha mão para me cumprimentar. E fui avisada pela mãe: ele não vale nada! kkkkkk 
Quanta simpatia! Que VT delicinha de fazer. Assistam! =) 


    Mudando de assunto, mas ainda falando em simpatia... Já falei aqui em outro post da gentileza de Herbert Vianna. Segunda vez que entrevisto o cantor (agora ao vivo) e ele, como sempre, cumprimenta com um beijo na mão. Fofo!


Mas beijo na mão pode não ser algo tão legal assim.... 


... que o diga nossa Presidenta, cuja mão foi beijada por Maluf.

"(...) Em tempos de Comissão da Verdade, a imagem desce à crônica dos dias que correm como símbolo dos novos tempos: o apoiador da ditadura militar e a torturada reunidos em carinhosa confraternização! (..)"

Trecho retirado do blog:
http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2012/07/05/em-solenidade-oficial-maluf-beija-mao-de-dilma/



Piadinhas com o beijoqueiro Maluf




Já outros, fingem beijar. E fingem mal! rsrs

domingo, 27 de janeiro de 2013

Decorando as notícias



Um "viva" para o TP! Aliás, todas os "vivas" para ele!! Já falei sobre o teleprompter em outro post aqui.


O TP é essencial para um telejornal. Sem ele, o jornal até vai ao ar, mas não fica lá essas coisas. Querem ver??


    Esse foi meu último dia apresentando. Pra encerrar a participação com chave de ouro, o TP não funcionou. Resultado: decoramos quase tudo. Até a escalada, que nesse dia foi ao vivo. Escalada são as manchetes do início do jornal, aquelas frases curtas que os apresentadores falam para anunciar o que vai ter naquela edição. Isso normalmente é gravado, até para que se use imagens das matérias que estamos "anunciando" e fique mais dinâmico.
     Mas foi tudo na raça mesmo... Resultado, a cada VT que rodava, ficávamos decorando o que chamaríamos em seguida... Nunca foi tão bom dar um BOA NOITE ao final do jornal. Conseguimos!Abaixo, o vídeo de parte da decoreba! =)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Bastidores da apresentação


    Por 2 semanas, "estive apresentadora"!


    Há alguns anos eu não ia pra bancada. Desde que sai de Maceió, em 2009. Foi uma ótima experiência. Qual eu prefiro?? São diferentes! É interessante passar alguns dias sem se preocupar se chove ou se faz sol (porque você vai ficar no ar condicionado mesmo kkkkk). Mas a rua me dá prazeres impossíveis de serem encontrados na redação. Gosto dos dois!


    E quem não trabalha em televisão adooora saber dos bastidores, perguntar como funciona... Pois bem! Esse post vai esclarecer o que acontece dentro do estúdio na hora do break. Pra quem é da área, isso não tem nada demais, até porque vira rotina, fazer aquilo todos os dias: combinar pra qual câmera olhar, fazer comentários "improvisados", mas "combinados" minutos antes, trocar, diminuir ou aumentar as falas (chamadas de cabeças).... E apenas um intervalo de alguns minutos pra fazer tudo isso! Not easy, baby!




    Na seção Só ria, aqui do lado direito do blog,  tem vááários posts sobre bastidores pra vocês se fartarem. Um deles é esse aqui: http://www.estoureporter.blogspot.com.br/2011/05/nao-falem-da-minha-risada.html . Foi quando apresentei o jornal em Maceió. Esse dia foi divertido! hahahaha

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O que perguntar????


Tem hora que você não sabe o que perguntar. Tem muuuitas horas em que isso acontece! 

    
    Como por exemplo no dia em que o lutador de MMA se encontra com o governador só pra "fazer a média" e agradecer o patrocínio no evento de luta. O que eu ia escrever? Pior, o que perguntar para ter sobre o que escrever? Não tinha nenhuma informação sobre a luta ou o evento. Então pedi ajuda a um colega, que falou que faria perguntas. 
    Na hora "H", onde estava a criatura? Me vejo eu, a produtora que grava pro governador (e não faz perguntas) e um microfone de outra emissora sendo segurado pelo auxiliar. Normalmente quando isso acontece, só pergunta o repórter. Ou seja, eu era a única repórter de TV e eu portanto teria que fazer as perguntas. Um outro jornalista segurava um gravador. Deveria ser de jornal impresso, mas não fez menção de que começaria a coletiva. Pois bem. Comecei eu né? Nem lembro o que perguntei pro lutador, sei que o tal repórter com o gravador me salvou depois e fez mais perguntas sobre o esporte e o histórico do atleta. Na hora do governador, perguntei primeiro o básico sobre "porque apoiar um evento como esse". Depois pensei: "quer saber?" Vou descontrair esse negócio! E tá aí o que saiu! Rsrs Assistam:

 

    Aproveitando a deixa sobre perguntas... Um outro dia, fazia a matéria de um homem que foi rendido e teve o carro roubado. Na hora da entrevista, todos ansiosos pra entender o caso e arrancar alguma declaração interessante, eis que vem a pérola: 

Repórter X: Você sentiu medo? 
A vítima: O que você acha?

    Ahh vá... Gente!! Não seria melhor perguntar: "o que o senhor sentiu na hora?". Resposta: "senti medo, achei que fosse morrer, quis sair correndo!". Ficaria melhor pra todos, não? 

Se o diálogo fosse com seu Lunga:
Repórter X: sentiu medo?
Seu Lunga de vítima: Não. Adoro ter uma arma apontada pra minha cabeça. Você não?
                                                     
                                                (clique para aumentar)                                                              
                                                                                                       
 - O senhor fuma charuto?
- Não senhora. É que eu estou treinando pra pai de santo!




quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Reportagem póstuma para um momento histórico

    Ter feito a cobertura do velório de Niemeyer foi marcante pra mim. Morando em Brasília passo por obras do arquiteto a todo momento - quando não estou nelas! Um privilégio. Agradando ou não, o que ele fez não passa despercebido. Mas esquecendo os traços e passando pra notícia.... O jornalismo, por muitas vezes, é frio. A cada internação do homem (foram inúmeras), a redação se preparava para a morte. Porém logo vinham as manchetes:

"Saúde de Niemeyer tem 'franca melhora" Estadão
"Niemeyer melhora e pode ter alta" brasil247
"Médico diz que Oscar Niemeyer apresenta melhora, está lúcido e pergunta sobre projetos" UOL

 

    Incansável e invejável! Mas como uma hora ele ia ter que nos deixar.... Começamos nós, jornalistas, a preparar a "gaveta" (como chamamos as matérias que NÃO vão ao ar imediatamente). Fiz, há um mês, a matéria sobre a Torre Digital, última obra em que ele se envolveu diretamente. O material foi pra gaveta póstuma (o póstuma é por minha conta). A matéria só entraria quando Niemeyer morresse. Infelizmente (mas "enfim", pensaram muitos) aconteceu. Abaixo tem as entradas que fiz ao vivo no jornal durante o velório e a tal matéria feita um mês antes da morte do arquiteto.


 

Aproveitei que a imprensa podia "furar a fila" e passei ao lado do caixão. Isso prefiro não comentar.... Realmente é bom lembrar sempre da pessoa em vida.






Vamos ao clichê final: vivi ou não vivi um momento histórico? ;)