É... a vida esteve cheia de coisas nos últimos meses. O que inclui mudança de emprego e função. Desde fevereiro, faço parte da equipe da TV Brasília (afiliada da Rede TV e pertencente ao grupo Diários Associados). Agora estou editora =D
Mas dou plantão na reportagem e isso vai render o primeiro post depois desta temporada offline.
A Festa do Divino é uma manifestação popular e religiosa de Planaltina, região administrativa a uns 40 km de Brasília. Ter um dia de foliã do Divino foi um desafio do início ao fim. E que início! Precisei acordar às 3h da matina.
Mas com uma equipe querida, qualquer trabalho flui. E fluiu.
Daí minha mãe assiste à reportagem e vem com as observações:
"Oxi mainha! Tô falando assim, uai." hahaha
"Procê" ver o que esses 5 anos e meio de DF fizeram com uma alagoana!
Brasília é isso: uma mistura de sotaques e uma oportunidade de você continuar sendo você, só que de um jeito que talvez a sua mãe estranhe! kkkkk
Nem lembro que um dia o "meu" paulistano esteve nas minhas frases! Mas olha que às vezes ele dá as caras viu? rsrs
Voltando à Festa do Divino... Até andar de cavalo eu andei. Pela segunda vez na vida. Paguei um "pequeno" mico... E foi massa!
São dois VT's, mas tá bem divertido (em especial o segundo). Assistam!
Lá vem o repórter te fazer pergunta enquanto você come. Quem é esse repórter? Eu! Cara de pau é nosso nome e sem vergonha, o sobrenome. Muito prazer! E daí, em nome da melhor imagem, nos ajoelhamos... Quantas vezes nós, repórteres, fazemos isso? Inúmeras. Mas em uma delas, houve registro. Rsrsrs
Brasileiro gasta em média R$ 27 para almoçar fora de casa
As surpresas nossas de cada pauta... Eu cheguei e a Catarina já foi elogiando a minha maquiagem: "Ameeeeei a sua maquiagem. Que linda!!!" Eita menina desenrolada viu? Daí ao final ouço a mesma mandando um áudio pras amigas pelo whastapp. Figurinha!!! hahaha
Claaaro que pedi pra mãe dela me mandar e aí está:
Demais, não?! kkkkkkkkkkkkkkkkk "Eu vou virar uma celebridade, gente!!!"
Essa vai pro meu arquivo pessoal... ;)
Confiram a reportagem:
Movimento defende que crianças precisam de tempo livre
E quando, de repente, sua vida pessoal vira assunto em rede nacional? E quando o assunto é o seu marido? E quando ele é chamado de docinho de coco?
Ainda bem que, como disse no vídeo, não sou ciumenta! kkkkkkkk
Voltei de férias no início de outubro. No primeiro ao vivo que fiz, quase que não se seguraram e divulgaram a novidade: a gravidez!
Foi quase! Mas digamos que, logo logo, o assunto vai ficar bem evidente... Rsrs
Tenho a impressão de que o telespectador gosta quando situações assim acontecem. Fica evidente que todo mundo tem vida além do vídeo: tem férias, engravida, tem marido ciumento e que ele é um docinho de coco! Ainda que não seja beeem assim, né? hahahaha
É tão bom quando você alcança ou até supera a expectativa do entrevistado. Outro dia fiz uma matéria sobre meditação para crionças... Ops, crianças!
Uma das meditadoras (ela não aparece no vt) mandou um email que me deixou muito feliz! Ela escreveu o seguinte pra produtora Marcinha:
"Cara Márcia,
Gostamos muito da maravilhosa reportagem que a (sic) SBT levou ao ar no dia 29 de julho. Nossos corações comoveram-se! O trabalho da Lívia enriqueceu e valorizou imensamente a proposta de meditação para crianças. Em nome da Sociedade Vipassana de Meditação transmitimos a vocês os nossos sinceros agradecimentos e admiração pelo belo trabalho, que, sem dúvida, seguirá espalhando sementes e beneficiando muitas pessoas que buscam alívio, felicidade e paz em suas vidas"
Não foi uma gracinha da parte dela, ter dado esse retorno?? Agora gracinhas mesmo são os entrevistados do meu VT. Rsrs
A tal da passagem participativa é uma beleezaaa! kkkkkkk
Explico: o repórter entrar na onda da matéria. Ao falar do assunto, tenta fazê-lo!
Dirigindo um Ford de 1930 no Recife (2004/2005).
De carona no campeonato de jeepcross em Serra Talhada-PE (2004/2005).
E lá vou eu de tirolesa na minha Alagoas (2008).
Mais recentemente, um passeio radical na lancha da Fórmula Um Náutica (2013).
Lá fui eu enfrentar a alta velocidade sobre as águas do Paranoá: numa lancha que não tem freios e alcança os 100 km/h em poucos segundos.
Confiram!
O que seriam das reportagens sem esses "detalhes"? O que seriam dos nossos telespectadores se não tentássemos transmitir um pouco da sensação daquele momento? Acreditem, é só por eles que faço isso (boa menina! rsrs). Tudo por uma boa reportagem. Se desligarem a câmera, saio correndo... Porque nem de montanha russa sem looping eu ando!
Estou com medo da minha próxima aventura: passei de um carro sem cinto (1930), pra uma lancha sem freios (2013). Na próxima passagem participativa, só quero saber dos detalhes em cima da hora e com a câmera ligada, pra não desistir!
Falar em passagem participativa, outro dia minha chefe mandou esse vídeo pros repórteres com a seguinte orientação: usem a criatividade, mas não exagerem! A repórter (sem noção) explica o que fazer ao encontrar um urso.
Por aqui temos muitos repórteres sem noção... a sorte deles é que não temos ursos por perto!!
O momento mais hilário da matéria. Isso você vê só nos bastidores ou no material bruto. Nunca, jamais, em tempo algum, esse dueto passaria na reportagem editada. Mas aqui no Estou Repórter simmm, isso é possível! kkkkkkk
Portanto, ouçam os ciganinhos cantando uma música impublicável e censurada. Não sei o que é mais hilário: se a letra ou a voz desses dois fofinhos. Duas taquaras rachadas que cantam abraçadinhas! Coisa marrr linda!
Abaixo, a matéria que foi ao ar. Devidamente editada e com os mesmos ciganinhos cantando algo longe do infantil, mas que pelo menos dava pra ir ao ar sem medo. rsrsrs
Adoro ir fazer uma pauta e voltar com duas matérias!
Pauta 1:
No VT abaixo, fomos inicialmente fazer a matéria sobre uma professora baleada por um aluno. Fizemos.
Pauta 2:
Mas na frente da escola a quantidade de estudantes indo embora no meio da tarde era imeeensa! Não entendia o motivo da movimentação. E por que eles saiam?? Porque não havia professor. Não havia professor de diversas disciplinas!! Eis que a pauta gera outra pauta!
E se eu adoro ir fazer uma pauta e voltar com duas matérias, imagina quando volto com três! kkkkkk
Pauta 1:
A pauta era sobre um terreno em área pública, ocupado por uma madeireira que colocava materiais de construção no local.
Pauta 2:
Bem ao lado havia um parquinho tooodo ferrado. Abandonado, enferrujado... E um monte de crianças brincando ali. Nascia a segunda pauta.
Pauta 3:
Aí aparece uma pessoa falando sobre uma mulher baleada num bar. Na terceira pauta conheço a vítima: uma figuraça!!
Em menos de 3 horas, minha única pauta virou 3 matérias! =D
É, tem dia que é assim... Agitado. Já em outros (uma minoria, diga-se), reina a calmaria. Bem retratada nessa foto na praça dos três poderes.
Quando menos espero, o organizador do evento me fala que precisa de um jornalista para compor a mesa de jurados naquela noite. Quem ele convida para a tarefa? Moi! Yo! Euzinha! rsrs
Ai ai ai
E lá vamos nós....
Só fiquei chateada com o atraso de 3 horas. Em vez de começar às 20h, como anunciado, começou às 23h. A essa altura já estava arrependida de ter aceito o convite... Acabou quase 1h30 da manhã. A essa altura só conseguia pensar nas 3h30 de sono (!!) que eu teria naquela madrugada. Mas fica a experiência. Foi interessante! =P
Acho que nunca encontrei uma pessoa com Down que fosse mal humorada, chata.... Todos estão sempre de bem com a vida. Uma coisa linda! São mesmo especiais. Aproveitando o assunto, vi ontem o vídeo que está bombando há uns dias na net - mais de 1 milhão de visualizações. Emocionante! O brasileiro Ariel Goldenberg virou ator inspirado em Sean Penn. Ariel quer o astro americano ao lado dele para assistir, no dia primeiro de março, à estreia do filme Colegas (em que Ariel atua). Famosos e milhares de internautas estão aderindo à campanha #vemseanpenn. Tomara que Sean Penn venha! =D
Abaixo está uma matéria com mais uma dessas pessoinhas especiais... No mês passado, Tonico beijou minha mão para me cumprimentar. E fui avisada pela mãe: ele não vale nada! kkkkkk
Quanta simpatia! Que VT delicinha de fazer. Assistam! =)
Mudando de assunto, mas ainda falando em simpatia... Já falei aqui em outro post da gentileza de Herbert Vianna. Segunda vez que entrevisto o cantor (agora ao vivo) e ele, como sempre, cumprimenta com um beijo na mão. Fofo!
Mas beijo na mão pode não ser algo tão legal assim....
... que o diga nossa Presidenta, cuja mão foi beijada por Maluf.
"(...) Em tempos de Comissão da Verdade, a imagem desce à crônica dos dias que correm como símbolo dos novos tempos: o apoiador da ditadura militar e a torturada reunidos em carinhosa confraternização! (..)"
Há alguns anos eu não ia pra bancada. Desde que sai de Maceió, em 2009. Foi uma ótima experiência. Qual eu prefiro?? São diferentes! É interessante passar alguns dias sem se preocupar se chove ou se faz sol (porque você vai ficar no ar condicionado mesmo kkkkk). Mas a rua me dá prazeres impossíveis de serem encontrados na redação. Gosto dos dois!
E quem não trabalha em televisão adooora saber dos bastidores, perguntar como funciona... Pois bem! Esse post vai esclarecer o que acontece dentro do estúdio na hora do break. Pra quem é da área, isso não tem nada demais, até porque vira rotina, fazer aquilo todos os dias: combinar pra qual câmera olhar, fazer comentários "improvisados", mas "combinados" minutos antes, trocar, diminuir ou aumentar as falas (chamadas de cabeças).... E apenas um intervalo de alguns minutos pra fazer tudo isso! Not easy, baby!
Tem hora que você não sabe o que perguntar. Tem muuuitas horas em que isso acontece!
Como por exemplo no dia em que o lutador de MMA se encontra com o governador só pra "fazer a média" e agradecer o patrocínio no evento de luta. O que eu ia escrever? Pior, o que perguntar para ter sobre o que escrever? Não tinha nenhuma informação sobre a luta ou o evento. Então pedi ajuda a um colega, que falou que faria perguntas.
Na hora "H", onde estava a criatura? Me vejo eu, a produtora que grava pro governador (e não faz perguntas) e um microfone de outra emissora sendo segurado pelo auxiliar. Normalmente quando isso acontece, só pergunta o repórter. Ou seja, eu era a única repórter de TV e eu portanto teria que fazer as perguntas. Um outro jornalista segurava um gravador. Deveria ser de jornal impresso, mas não fez menção de que começaria a coletiva. Pois bem. Comecei eu né? Nem lembro o que perguntei pro lutador, sei que o tal repórter com o gravador me salvou depois e fez mais perguntas sobre o esporte e o histórico do atleta. Na hora do governador, perguntei primeiro o básico sobre "porque apoiar um evento como esse". Depois pensei: "quer saber?" Vou descontrair esse negócio! E tá aí o que saiu! Rsrs Assistam:
Aproveitando a deixa sobre perguntas... Um outro dia, fazia a matéria de um homem que foi rendido e teve o carro roubado. Na hora da entrevista, todos ansiosos pra entender o caso e arrancar alguma declaração interessante, eis que vem a pérola:
Repórter X: Você sentiu medo?
A vítima: O que você acha?
Ahh vá... Gente!! Não seria melhor perguntar: "o que o senhor sentiu na hora?". Resposta: "senti medo, achei que fosse morrer, quis sair correndo!". Ficaria melhor pra todos, não?
Se o diálogo fosse com seu Lunga:
Repórter X: sentiu medo?
Seu Lunga de vítima: Não. Adoro ter uma arma apontada pra minha cabeça. Você não?
(clique para aumentar)
- O senhor fuma charuto?
- Não senhora. É que eu estou treinando pra pai de santo!
Acho que uma boa reportagem é sinônimo de competência, sim. Mas também é preciso contar com a sorte. Nesse caso, (além da competência - e modéstia rsrs) eu tive a sorte de conseguir sonoras divertidas. Quando a dona Zirsa disse em off a frase que ela fala no final do VT, falei: a senhora vai repetir isso quando estiver gravando! E ela repetiu e eu encerrei com a melhor tirada dos últimos tempos. "Deus é tão generoso que quando ele dá as rugas, tira a visão..." O restante da frase? Vão ter que assistir!
Por conta da pressa - fizemos esse VT muito rápido - não deu pra fazer tudo que queria. Principalmente não deu pra pegar uma cena do dançarino ajudando uma das senhoras a calçar o sapato, já que a questão da visão é realmente um problema! rsrs
É difícil enxergar o furinho pra encaixar a fivela, uai! E os Caras ajudam as Coroas nesses detalhes: uma fofura!
Que figura a dona Gracinha! Uma safoneira de primeira. Boa inclusive pra tirar jornalista de tempo. rsrs Já ouviram falar que criança e "velho" não têm nada a perder? Pois bem. Tirei a prova com esta nordestina.
Como eu a achei uma graça, queria fazer um trocadilho (até óbvio demais) sobre a dona Gracinha ser uma gracinha. Aí lá vai eu perguntar: "Dona Gracinha, a senhora não acha que esse nome tem tudo a ver com o jeito da senhora? E lá me sai ela com essa: "você quer que eu diga que eu sou uma gracinha? Eu sou uma gracinha!!!". "Essa já deve ter sido entrevistada por muitos jornalistas", pensei.
Depois lá estou eu lendo o texto da passagem pra decorar o que ia falar. "Lê isso direito menina". Oi?
Não resisti e perguntei se ela queria o microfone. Já estava achando que a safoneira sabia mais do que eu. Tudo isso em meio a risos de todos, inclusive meu, é claro!
Por fim: "onde vai passar a matéria?". "No SBT dona Gracinha, aquele canal do patrão, o Silvio Santos. Mas não no programa do Silvio Santos, no jornal". "Eu sei menina, tá pensando que eu sou demente?" Oi?
Estava de plantão. Minha pauta era ir para o "Piscinão de Ramos" brasiliense, mais conhecido como piscinão do Lago Norte. Uma beleuzaaa!! É claro que saíram algumas presepadas no VT. Vejam:
Depois que a matéria foi ao ar eu peguei o material bruto e salvei dois trechos marcantes para minha carreira rsrsrs. Agora assistam aos dois trechos cuidadosamente selecionados. O primero você vê "de cara" que o entrevistado é azuretado. Sem mencionar o fato de que ele cospe a maçã praticamente em cima do microfone. O segundo fez o favor de não usar fixadores corega. A chapa, como diriam meus conterrâneos ao falar de dentadura, descolou da boca dele. =S
Que tal? Eu mereço tanto?! Ó céus.
Isso me lembra de um post em que falei sobre uma outra experiência minha com dentadura:
Ahhh hoje viu num outdoor uma foto exatamente como essa com o seguinte dizer: não afogue sua auto estima em um copo d'água!! Genteeeee é pra acabar de vez com a auto estima de qualquer um. Quanta sutileza!
Fim de abril. Entrega da declaração do imposto de renda. Não dá outra: repórteres
de todas as emissoras em frente ao Ministério da Fazenda pra falar do
assunto. Comigo não foi diferente. Poderia ser um link qualquer, não
estivesse eu falando do alto de uma cadeira.
Nessa hora estava passando esse texto:
Olhem aí que eu não fui a única. À esquerda, Fernandinha, repórter do SBT Brasil. À direita, uma colega da Globo. Pela primeira vez a Globo ficou abaixo do SBT. Não podia perder essa! hahaha
Sim, mas vejam como toda essa bagaça foi pro ar! rsrs
No final tem mais um vídeo com os bastidores e minha cara de pânico!
Tudo isso porque o bendito nome "Ministério da Fazenda" na fachada do prédio fica muito alto. Para enquadrar repórter de forma mais bonita e mais ou menos no mesmo nível do nome, foi preciso um "up". Acredite, pegar a pessoa de baixo para cima não favorece ninguém. Deixa qualquer um 10 kg mais gordo.
Aqui vocês podem ver o vídeo que meu auxiliar fez. Vejam a minha cara de alívio e desespero ao devolver pro estúdio e constatar que não cai, mas tremi literalmente na base. Rsrs
Enquanto divago sobre esta tão remota possibilidade, saibam um pouco como é para uma equipe de reportagem estes dias, no qual, normalmente, trabalhamos - quando o "nós" se trata de jornalistas de veículo diário). Às vezes, faz-se esquema de plantão (folga Natal e trabalha Ano Novo e vice versa; o mesmo para Carnaval e Semana Santa, por exemplo). Mas isso não é regra. Ao contrário. Temos poucas merecidas exceções assim. Então, bater o ponto é a única certeza do próximo feriado. A imprensa trabalha, mas o resto do planeta, não. Resultado, as pautas são sofridas, difíceis de serem conseguidas. Todo mundo viaja, não atende o celular... O drama é percebido nos vts que vão ao ar em um dia assim. Sintam o que falo no vt do último dia 7 de setembro. Se houvesse uma trilha sonora, ela seria aquela: "farofarofaro farofarofaro farofarofaro farofafa".
Sofremos, não?
Dia 28 de outubro foi o "dia do servidor público". Lá vamos nós com mais um vt sobre o feriado. Segui o conselho do meu cinegrafista e fomos à rodoviária, onde conseguimos ótimos "povo-fala" (quando saímos entrevistando a galera indiscriminadamente, em busca de algumas falas.) Indiscriminadamente entre aspas, porque, às vezes, fico querendo selecionar uns mais bonitinhos, né? Não sejam hipócritas e confessem que é muito melhor ver gente bonita na TV kkkkkkkk - mas não é toda pauta que dá pra "peneirar" assim, é claro. O tempo vai passando e tem hora que tem que ser qualquer um e "pode ser feio ou bonito", como diria meu conterrâneo Djavan.
Pequena observação para minha passagem na escada rolante. Realmente tem coisas que pra fazer você tem que ignorar tudo ao seu redor. Imaginem a cena. É claro que o universo não ia conspirar a meu favor nesta hora e eu tinha que descer pelo menos mais de uma vez pra gravar a bendita sem errar. A primeira eu travei no meio do texto e desci num riso contido e silencioso. A seguinte valeu! hehehe
Mas voltando ao feriado... Neste dia, por ser, como vocês agora sabem, mais tranquilo, ainda consegui desbravar umas curiosidades do cerrado. Paramos em frente a um posto de saúde para fazer imagem (pra dizer que eles estariam fechados). Bem ali tinha o quê? Um pé de pequi. O meu cinegrafista, que é mineiro, tirou a fruta para me apresentar. Para isso, usou parte da parafernalha que andamos no carro: um pau de luz (espécie de tripé com luz).
E eu concentrada fazendo meu texto...
Ei-lo aí:
Esse tava verde, eu acho.
Procurei umas fotos na net e a "definição".
O Pequi (Caryocar brasiliense; Caryocaraceae) é uma árvore nativa do cerrado brasileiro, cujo fruto, embora muito utilizado na cozinha nordestina (nordestina?? Pra mim é novidade), em Goiás , Mato Grosso e norte de Minas Gerais, é considerado tipicamente goiano.
Dele é extraído um azeite denominado azeite de pequi. Seus frutos são também consumidos cozidos, puros ou juntamente com arroz e frango. Seu caroço é dotado de muitos espinhos, e há necessidade de muito cuidado ao roer o fruto, evitando cravar nele os dentes, o que pode causar sérios ferimentos nas gengivas. O sabor e o aroma dos frutos são muito marcantes e peculiares. Pode ser conservado tanto em essência quanto em conserva.
Ah eu queria provar.... O povo aqui fala bem. E diz que é bom pra memória. É que você passa o dia todo, digamos, fazendo a digestão e, nem querendo, consegue esquecer que comeu pequi. rs
Uma charge para entrar no clima do efeito "pós pequi":
Toda vez que vejo um bom ar, lembro de um homicídio que cobri.
Não entenderam? Explico. Foi a cena mais inusitada pra se acontecer em uma delegacia ever! Não me perdoo até hoje por não estar com a minha câmera na mão nessa hora. Nunca pensei que aquele "simples homicídio" seria tão marcante. Era só mais um mesmo, até entrar na sala do delegado o assassino. Um morador de rua matou outro. A cachaça ajudou bastante. O crime foi na porta da delegacia. Lá estava o cara. Além de bêbado, ele fedia. Não sei como descrever, mas era algo muito além de uma suvaqueira inocente (rsrs), era insuperável, parecia cheetos podre com chulé, uma coisa asquerooooosa. O delegado já estava verde. Sentado na mesa dele e o cheirosinho atrás. O delegado ficava dizendo "pelo amor de Deus coloca esse pé mais pra trás". Até perceber que qualquer distância não surtiria efeito enquanto a criatura estivesse dentro do recinto, pediu a um agente alguma coisa, que eu só fui entender o que era quando o policial volta com um "Bom Ar" na mão. Colocaram bom ar de "cabo a rabo no meliante" (como costumam chamar). Tentem imaginar a cena. Toooome bom ar no sujeito! Daqui a pouco o delegado: "não adiantou nada, só fez separar o joio do trigo". A atmosfera estava agora incensada de bom ar e do fedor do elemento. Não termina aí.
O preso começou a se virar de lado, tentando esconder o rosto e disse pro delegado: "delegado, eu tô com vergonha, delegado, meu nariz tá escorrendo". kkkkkkkkkkkkkkkkkkk E agora? quam poderia nos defender?! O chapolin colorado não apareceu, mas o delegado pediu mais uma vez socorro ao agente (coitado!). Lá vem o cara cheio de lenço na mão, com aquela cara de "sou eu que vou ter que assoar o nariz do infeliz?". O delegado disse que ou o bandido passava por baixo das pernas as mãos que estavam algemadas pra trás ou sim, era ele que teria que fazer esse sacrifício - quase uma penitência.
A essa altura ninguém se aguentava de rir na sala, né? Mas uma coisa que ficou me martelando a cabeça: que degradação a daquele indivíduo por conta do álcool.. Ele dizia que morava na rua, mas que tinha família e casa pra onde ir. Será que algum familiar ainda o queria por perto?? Triste....
Mas vejamos pelo lado positivo e pensemos que, pelo menos na cadeia, ele terá acesso a um chuveiro.
Sei que quem assistiu a esse VT abaixo não faz ideia do quanto foi divertido fazê-lo.
Um outro que foi hilário também foi um crânio que mobilizou todo o aparato policial e no final do dia descobriram que foi tudo uma obra de arte de um tatuador que se dizia também "escultor". O VT abaixo foi do início do dia (não fui eu que fiz), quando ainda não se sabia quem tinha feito a armação. No jornal da noite, eu entrei no link (ao vivo) do jornal contando a história. Falei que "seria trágico se não fosse cômico". Já que apesar da brincadeira ter sido de mau gosto, toda a imprensa ficou boquiaberta na coletiva com o "engraçadinho".
Pior que ele (tatuado, alargador na orelha e cabelão - figuraça!), estava super sério, centrado... Disse que colocou restos de carne que não ia comer dentro de um crânio de resina que tinha em casa e enfeitou com os próprios cabelos. Fez sem a intenção de assustar, mas decidiu levar pro trabalho no dia seguinte e deixar no jardim - pobre do jardineiro. Ai ai ai.... Fez o que chamou de escultura e ainda disse que já tinha feito melhores. Dá pra acreditar? Claro que eu perguntei qual nota ele daria pra obra de arte. Ele refletiu um pouco e respondeu: 5! rsrsrs. A polícia deu nota ZERO né?
Se eu contar o que tem no "achados e perdidos" de Brasília, vocês não vão acreditar. Vai além do possível, imaginável e publicável. Tanto que não deu pra mostrar TUDO. Digamos que tinha esse objeto X. A Williane, editora/apresentadora do jornal das 19h, queria que colocássemos na matéria o tal objeto e pediu que eu fizesse esse OFF a mais: "Teve gente que esqueceu objetos, digamos, bem pessoais". Como o resto da redação censurou a imagem, a frase entrou, mas o telespectador não viu a que me referia. Você, querido leitor, aquitem privilégios e, logo, vai desvendar o mistério. Preste atenção ao comentário da apresentadora quando termina a matéria!
A imagem que a Willi queria não entrou, mas ela não se conteve e falou essa "gracinha" no final... kkkkkkkkkkkkkkk
Fim do mistério sem tamanho. Quer dizer, melhor não falar em tamanho, né?