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quinta-feira, 26 de maio de 2016

Sou feminista, seu filho da P***!

Estou eu editando uma dessas milhares de manifestações aqui de Brasília, quando todo o meu feminismo aflorou com o que ouvi!

Era 11 de maio. No Senado, a discussão sobre o impeachment. Horas e horas de "blá blá blá" até começar a votação, que aconteceu na madrugada do dia 12.
Do lado de fora, os pobres mortais. A verdadeira vítima de tudo isso: o povo!
A Esplanada tomada por todas as tribos - pró e contra impeachment.
As feministas também estavam lá.
Um coro de mulheres entoa: "sou feminista, sou radical, vou ocupar o Senado Federal".
Algo acontece mais à frente. Elas voltam correndo. A polícia usou spray de pimenta, gás lacrimogêneo, não sei...
Correria. E um palavrão. "Seus filhos das p****!"




Oii??? O que a mãe do PM tem a ver com essa história, amiga?



A feminista (radical) escolheu o palavrão mais machista da língua portuguesa pra xingar... Qualquer uma poderia ter usado o mesmo palavrão, mas não uma feminista tão radical!
Será que estou eu feminista demais, a ponto de filtrar inclusive os xingamentos?? kkkkkk
Até os palavrões revelam como o machismo está arraigado na nossa cultura...
Quando ouvi o que ouvi, achei foi graça. Ou a feminista era infiltrada ou nela há mais machismo do que a própria pode imaginar. Rsrsrs

Mas amigas, é melhor não xingar. Mais amor, por favor! ;)




domingo, 16 de agosto de 2015

Quartos montessorianos!

    Fazendo matérias já descobri: restaurantes legais, 

lojas com ótimos preços, 



aula de musicalização pra bebês na UnB, 



E conheci também os quartos montessorianos! Aí PIREIIIIIII 

           



    Conhecia a escola Maria Montessori, mas não a pedagogia montessoriana em si, muito menos a aplicação dela na vida - e no quarto - de uma criança. É um raciocínio simples e óbvio, mas pouco conhecido. Eu tinha o quarto da minha filha feito pra mim. Ela precisava que o quarto dela fosse feito pra ela. 

    Aos 7 meses Ana Letícia ganhou o quarto dela feito pra ela



Com direito a espelho de acrílico (não quebra), barrinha pra ficar de pé, colchão no chão e brinquedos ao alcance da mão.

         

    Com tanta liberdade, quem é que acorda e vai até minha cama engatinhando? Ou aparece na cozinha de repente?  

    

Que venham mais pautas e novas descobertas!!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Um estádio e muita expectativa

    O Estádio Nacional Mané Garrincha tá uma coisa liiiinda!!! Estive lá ainda no início das obras e fui outras duas vezes antes da inauguração. Essas fotos foram tiradas 2 dias antes do primeiro jogo. O Secretário da Copa queria gravar no gabinete, uma salinha adaptada dentro do canteiro de obras, com a foto do estádio de fundo. Cenário terrível quando se tem ao lado o assunto da matéria, prontinho da silva. Tinha que levar o homem lá pra dentro do Mané.
    A assessora deu o recado: a entrevista seria no gabinete. Mas quando entrei na sala dei aquela chorada báááásica ("Poxa, que pena! A matéria é especial... vai ficar tão feio se gravarmos aqui dentro"). E convenci o homem a ir até o estádio! ÊÊÊÊ!! Resultado: pra caber repórter, produtor, auxiliar, cinegrafista, assessora e o entrevistado em um único carro, alguém teve que ir na mala... Sobrou para o Neri, meu cinegrafista. =)

Acima um registro da nossa equipe com dois operários.

    Nessa dia fizemos um VT sobre o que existe além do campo - com grama cultivada em Sergipe.



    Aí depois dessa reportagem você e eu pensamos: tomara que todos esses projetos e promessas se concretizarem. Porque vamos combinar, esse R$ 1 bilhão vai ter que render né? kkkkkk

    Na emissora teve sorteio de 2 pares de ingressos. Quem foi um dos sorteados?? Moi!!
 


    O marido, fanático por futebol, foi  a tiracolo. Ele sim é sortudo! 


terça-feira, 30 de abril de 2013

Motoristas sem vergonha

Ainda no ritmo do post anterior com uma pauta/várias matérias...

    Fui fazer o resultado do vestibular da UNB. Ao chegar lá, não foi a festa dos calouros que me chamou a atenção. Como em qualquer lugar de Brasília, estacionar é sinônimo de caos. Na UNB não é diferente. Faltam vagas. Resultado: parar em local proibido é a regra.  E quando a parada vai ser "rapidinha"... Ixii até a UNB dá mau exemplo. Assistam.


             Aproveitando o ensejo, que tal o flagrante em frente ao meu prédio??? 


Vaga para deficientes: "porém usada na maioria das vezes por deficientes mentais".
Boa! kkkkk


E se a sinalização fosse tipo seu lunga? 
Afinal, nesse caso, ser sutil pra quê??

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Não aguento mais...

Uma professora que foi comprar ovos de páscoa pro filho...
Um estudante que saia da faculdade...
Um pai de família que reclamou de usuários de drogas na porta do prédio dele...
Todos mortos.

    Ela foi abordada no shopping e estrangulada no parque. O universitário, baleado na cabeça pela polícia (!) confundido com um bandido. O outro, espancado pelos usuários até a morte. Todos com filhos pequenos, com menos de 8 anos. Em menos de uma semana, fui duas vezes ao cemitério. Não aguento isso. Não aguento a insegurança, não aguento velórios, não aguento ver uma criancinha se debruçando no caixão do pai.
    E pra não chorar com eles, penso em qualquer outra coisa quando os familiares estão aos prantos. É preciso manter a frieza, infelizmente! É tudo terrível, assustador, mas se eu dimensionar a dor de cada família, não consigo escrever, trabalhar. É difícil até ter compaixão, essa capacidade de se colocar no lugar do outro, porque não sei se aguentaria tanta dor. Por isso prefiro não pensar no que eles devem estar sentindo. Não aguento mais.



    Pena que não vai ser a última vez que sentirei tudo isso. Amanhã pode ter mais um caso. A insegurança é gritante em Brasília e sei que no Brasil inteiro. O código penal é velho e cheio de brechas. Aos que choram, digo que sinto muito, que tenha força e que Deus abençõe. 
A todos nós digo o mesmo: que Deus nos abençõe! 




A paz começa a partir de nós, certo?!

sábado, 30 de março de 2013

Paixão de Cristo


    Essa é uma pauta temida por repórteres! É que além da multidão, é preciso enfrentar a chuva. Mas até que o tempo ajudou! E eu nem sofri tanto rsrs... Pela primeira vez acompanhei a paixão de Cristo no Distrito Federal. Quer dizer, assistir à encenação eu não consegui. Tive que trabalhar! Um dia antes também estive lá e fiz dois vts. Um no ateliê de costura....


    ...e outro no famoso (no DF) Morro da Capelinha, que fica em Planaltina, a uns 40 km de Brasília. É lá que tudo acontece. Foi esse arco-íris que me deu as boas vindas na primeira vez em que subi no tal morro. 


    Como eram duas matérias meu dead line era 17h pra estar voltando. E assim foi. Mas para isso, no segundo vt fiz vários planos sequências, para facilitar a vida do editor de imagem. Explico: quando gravamos os offs  (a narração), o editor precisa cobrir aquele texto com imagens, e isso toma tempo. Em plano sequência, eu vou narrando o que está acontecendo e assim o vt chega quase pronto na ilha de edição! =)


    Aqui está o vt que fiz ontem, sexta-feira, dia da única apresentação. Mais uma vez, o dead line era de 17h. Com o espetáculo começando às 17h, não deu pra mostrar quase nada, infelizmente. Cerca de 90 mil pessoas foram até lá, acompanhar o espetáculo que acontece há 40 anos e envolve 1400 pessoas entre atores, figurantes e voluntários.


    Mas a melhor lembrança que tenho de encenações da Paixão de Cristo é a de Nova Jerusalém, no município de Brejo da Madre de Deus, em Pernambuco. Está lá o maior teatro ao ar livre do mundo. Uma coisa linda de se ver. Tanto que fui inúmeras vezes durante minha infância e adolescência. É cansativo. Mas vale a pena. Essa é a cena da ressureição.... assistam!!


Ele vive!!! 
Por isso, Feliz Páscoa a todos! 



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Beijoqueiros

    Acho que nunca encontrei uma pessoa com Down que fosse mal humorada, chata.... Todos estão sempre de bem com a vida. Uma coisa linda! São mesmo especiais. Aproveitando o assunto, vi ontem o vídeo que está bombando há uns dias na net - mais de 1 milhão de visualizações. Emocionante! O brasileiro Ariel Goldenberg virou ator inspirado em Sean Penn. Ariel quer o astro americano ao lado dele para assistir, no dia primeiro de março, à estreia do filme Colegas (em que Ariel atua). Famosos e milhares de internautas estão aderindo à campanha #vemseanpenn. Tomara que Sean Penn venha! =D


    Abaixo está uma matéria com mais uma dessas pessoinhas especiais... No mês passado, Tonico beijou minha mão para me cumprimentar. E fui avisada pela mãe: ele não vale nada! kkkkkk 
Quanta simpatia! Que VT delicinha de fazer. Assistam! =) 


    Mudando de assunto, mas ainda falando em simpatia... Já falei aqui em outro post da gentileza de Herbert Vianna. Segunda vez que entrevisto o cantor (agora ao vivo) e ele, como sempre, cumprimenta com um beijo na mão. Fofo!


Mas beijo na mão pode não ser algo tão legal assim.... 


... que o diga nossa Presidenta, cuja mão foi beijada por Maluf.

"(...) Em tempos de Comissão da Verdade, a imagem desce à crônica dos dias que correm como símbolo dos novos tempos: o apoiador da ditadura militar e a torturada reunidos em carinhosa confraternização! (..)"

Trecho retirado do blog:
http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2012/07/05/em-solenidade-oficial-maluf-beija-mao-de-dilma/



Piadinhas com o beijoqueiro Maluf




Já outros, fingem beijar. E fingem mal! rsrs

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Reportagem póstuma para um momento histórico

    Ter feito a cobertura do velório de Niemeyer foi marcante pra mim. Morando em Brasília passo por obras do arquiteto a todo momento - quando não estou nelas! Um privilégio. Agradando ou não, o que ele fez não passa despercebido. Mas esquecendo os traços e passando pra notícia.... O jornalismo, por muitas vezes, é frio. A cada internação do homem (foram inúmeras), a redação se preparava para a morte. Porém logo vinham as manchetes:

"Saúde de Niemeyer tem 'franca melhora" Estadão
"Niemeyer melhora e pode ter alta" brasil247
"Médico diz que Oscar Niemeyer apresenta melhora, está lúcido e pergunta sobre projetos" UOL

 

    Incansável e invejável! Mas como uma hora ele ia ter que nos deixar.... Começamos nós, jornalistas, a preparar a "gaveta" (como chamamos as matérias que NÃO vão ao ar imediatamente). Fiz, há um mês, a matéria sobre a Torre Digital, última obra em que ele se envolveu diretamente. O material foi pra gaveta póstuma (o póstuma é por minha conta). A matéria só entraria quando Niemeyer morresse. Infelizmente (mas "enfim", pensaram muitos) aconteceu. Abaixo tem as entradas que fiz ao vivo no jornal durante o velório e a tal matéria feita um mês antes da morte do arquiteto.


 

Aproveitei que a imprensa podia "furar a fila" e passei ao lado do caixão. Isso prefiro não comentar.... Realmente é bom lembrar sempre da pessoa em vida.






Vamos ao clichê final: vivi ou não vivi um momento histórico? ;)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Quando e quanto se arriscar?

     Até quando vale a pena se arriscar? Apesar de correr riscos todos os dias (nos metemos em muitas frias!), não é recorrente me perguntar sobre até que ponto vale se envolver numa reportagem. Se fizesse isso, teria que mudar de profissão. Lidamos com gente doente, se preciso estamos em locais contaminados, entrevistamos bandidos, vamos pro meio de rodovias... isso me lembra o caso da equipe do SBT que foi atropelada no meio desse ano.

Motorista atropela equipe de reportagem de TV na 206 Sul, no DF


http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2012/06/motorista-atropela-equipe-de-reportagem-de-tv-na-206-sul.html

    Aí vocês me perguntam: e você não cobriria uma guerra? Uma das coberturas mais almejadas por jornalistas? Isso é algo muito distante das minhas pautas. Quando sei de jornalistas mortos em guerra me assusto. 


Jornalistas mortos desde o início da revolta na síria


    Prefiro não pensar agora se teria coragem. Um dia, quem sabe, terei maturidade para tanto. Mas a matéria abaixo me fez parar pra pensar um pouco sobre o assunto.


Matéria na página do SBT Brasil

http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/26501/Homem-e-flagrado-agredindo-o-porteiro-do-condominio-onde-mora.html

    O cara tem um histórico fenomenal na prática de crimes e confusões. Acho que ele não faz outra coisa na vida, a não ser "tocar o terror". No dia anterior, quando peguei o caso, fiquei com medo até de falar com ele por telefone (a conversa seria gravada e eu teria que aparecer), porque ele ligou na TV fazendo ameaças. No dia seguinte, como repercutimos mais ainda o assunto, onde eu fui bater? Literalmente fui bater na porta da casa do homem. O cinegrafista que estava comigo ainda teve coragem de dizer que tava rezando pro cara avançar e assim meter a bateria da câmera na cabeça dele! kkkkkkkkkkkk
Doido com doido se entende né? Só que eu tenho a mente sã e era em mim que ele ia avançar! Ou na equipe inteira, sei lá! Bem, Deus tem estado comigo sempre, inclusive nas pautas! Passamos por alguns sufocos. Em nome de quê? Do bom jornalismo? Do reconhecimento? Espero que valha a pena sempre!


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Te segura "Paulo Zulu"


    Acho que uma boa reportagem é sinônimo de competência, sim. Mas também é preciso contar com a sorte. Nesse caso, (além da competência - e modéstia rsrs) eu tive a sorte de conseguir sonoras divertidas. Quando a dona Zirsa disse em off a frase que ela fala no final do VT, falei: a senhora vai repetir isso quando estiver gravando! E ela repetiu e eu encerrei com a melhor tirada dos últimos tempos. "Deus é tão generoso que quando ele dá as rugas, tira a visão..." O restante da frase? Vão ter que assistir!
    Por conta da pressa - fizemos esse VT muito rápido - não deu pra fazer tudo que queria. Principalmente não deu pra pegar uma cena do dançarino ajudando uma das senhoras a calçar o sapato, já que a questão da visão é realmente um problema! rsrs
É difícil enxergar o furinho pra encaixar a fivela, uai! E os Caras ajudam as Coroas nesses detalhes: uma fofura!

domingo, 11 de março de 2012

Mudaram de canal?

    Já falei sobre isso aqui antes (post do dia 27 de julho "Como não chorar?"). Mas o assunto é recorrente, então cá estou eu escrevendo mais uma vez sobre o sensacionalismo. 

 
 
    Recebi minha pauta: entrevistar a mãe da PM assassinada pelo marido. Nããã. Pra que isso gente? A notícia da morte já havia sido dada. Sobre as investigações também já se sabia. Ir pra casa da mãe da vitima, cutucar a ferida, em nome de quê?! Do Ibope? O "público" gosta do drama. É o que parece. Então lá vamos nós alimentar essa vontade. Mas o público gosta porque a TV mostra ou a TV mostra porque o público gosta? Alguém tem resposta pra essa questão? Eu não tenho. 
    A entrevistada parecia anestesiada. Acredito que a fé em Deus trouxe equilíbrio e serenidade pra ela. Dessa vez, eu não chorei. Mas fiquei igualmente indignidada com o propósito daquilo tudo. 


 

    Sobre o mesmo assunto, vi uma reportagem outro dia em uma emissora com os pais da menina que morreu no brinquedo do Hopi Hari. Só que, pior do que apenas ouvi-los, colocaram o casal de frente pra uma terceira pessoa. Essa pessoa também presenciou tudo e contava com detalhes como viu a menina se soltar da cadeira, cair no chão, e tudo isso na frente dos pais (mais abalados a cada relato). Pra que isso gente?! Eu mudei de canal. Será que mudaram de canal quando a minha matéria foi ao ar?! Sinceramente, deveriam mudar, pra acabar com esse tipo de apelação.

 E numa busca no google por imagens de sensacionalismo, olha aí o resultado:



 Essa capa tá DÉMÁSSSS! kkkkkkkkkkkkkkk Pior que é muito provável que seja uma capa verídica. 

 E porque será que eu me vi nessa tirinha abaixo?? rsrsrsrsrs


sexta-feira, 2 de março de 2012

Ilegal, imoral ou "ingorda"

    Já diz a música que o que é bom é ilegal, imoral ou "ingorda" rsrs... Os senhores parlamentares, acima do peso ou não, entendem bem dos dois primeiros "Is". (Mãe, essa música é em homenagem a você, fã de Roberto Carlos! kkkkkkkkkkkkkkkkk)

 

    Felizmente o Distrito Federal teve uma boa notícia essa semana.


    Os excelentíssimos 24 deputados distritais, ainda que contrariados, fizeram um favor aos brasilienses. Acabaram com o décimo quarto e o décimo quinto salários. Isso trará uma economia de quase R$ 1 milhão de reais aos cofres públicos por ano. É claro que eles não tiveram um rompante de sensatez e bom senso. A pressão popular os fez agir assim. E os 23 votos pelo SIM (uma ausência) puseram fim à mordomia de dois salários extras.
    Nesse dia não cobri toda a movimentação, fui apenas pro link (ao vivo) do jornal dar o balanço do que havia acontecido à tarde na Câmara Legislativa. Mas a minha vontade era ter perguntado pra algum dos favoráveis (sim, porque todos aprovaram, mas pelo menos metade foi "obrigada") se eles não tinham vergonha de receber dois salários a mais que qualquer outro trabalhador. Porque seriam eles mais merecedores que nós, pobres mortais? Coincidentemente, há algumas semanas fiz uma matéria sobre o assunto:


    Entrevistei o povão, uma representante do movimento Adote um Distrital, e quatro deputados distritais: Chico Leite, Chico Vigilante, presidente da câmara Patrício e Agaciel Maia. Sobre este último aqui vai um remember:

    "Em 2009 uma Sindicância do Senado Federal encontrou 663 atos não publicados que tratavam de criação de cargos, contratação e exoneração de parentes de senadores, entre outros, gerando o escândalo dos atos secretos que abalou o presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP). Diretor-Geral por 14 anos, Agaciel Maia foi exonerado do cargo, mas continuou como servidor Senado, após a revelação que escondeu da Justiça uma mansão avaliada em cerca de R$ 5 milhões." Fonte: Wikipedia

sábado, 4 de fevereiro de 2012

A mudança de um destino

   Post com título de filme, mas é vida real. Como é bom ser surpreendida com uma história de amor incondicional. Que exemplo de como exercer a maternidade de forma genuína. A história de Crislei e Ana Beatriz.: elas se escolheram e hoje formam uma família.


    Como explicar que a filha é simpática e sorridente como a mãe e, assim como Crislei, Ana Beatriz ao dormir coloca um paninho no rosto por causa da claridade? Essas "coincidências" emocionam qualquer um. Crislei fala que a mãe biológica só foi um caminho pra Aninha chegar até ela. =)

   Nem todos os dias, nós, jornalistas, falamos do que queremos ou escrevemos sobre assuntos agradáveis. Muito pelo contrário. Mas neste dia, recebi essa história. Contá-la foi pra mim como um presente. Sai da casa da família pensativa: quando uma mãe dá a luz um bebê, ela vai amá-lo da forma que vier. E não poderá escolher a aparência da criança. Com a adoção, porque seria diferente? Definir um "perfil" que satisfaça seus anseios e expectativas é, no mínimo, egoísta.
    Adotar é mudar o destino de uma pessoa. O que seria da Ana Beatriz sem a Crislei?

 

Aí, escrevendo agora sobre adoção, lembrei de uma matéria que aborda o tema, mas no caso aqui é relacionado a cães e gatos! Tô falando, que nós jornalistas falamos sobre tudo?! rsrs

 

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Niemeyer se arrependeu?

    Essa semana, todo mundo saiu colando uma frase no facebook que seria da autoria de Niemeyer: 
"Oscar Niemeyer está tão lúcido aos 103 anos, vejam a frase que ele postou: PROJETAR BRASÍLIA PARA OS POLÍTICOS QUE VOCÊS COLOCARAM LÁ, FOI COMO CRIAR UM LINDO VASO DE FLORES PRA VOCÊS USAREM COMO PINICO. BRASÍLIA NUNCA DEVERIA TER SIDO PROJETADA EM FORMA DE AVIÃO E SIM DE CAMBURÃO."
    Não creio que a frase seja dele, até porque quem projetou Brasília foi Lúcio Costa. MAS a controvérsia em nada tira a verdade do texto com relação ao formato de Brasília. Um camburão seria bem mais propício e talvez essa pudesse ser a forma atual caso os que projetaram a nova capital não tivessem sido tão otimistas. Otimismo que acompanhou os que ajudaram a construir essa cidade. Lembram das mensagens descobertas esses dias na cúpula da Câmara Federal?? Depois que tentavam encontrar a solução pra um problema de vazamento de água no teto do salão verde? 
"(...) frases, escritas em 1959 em placas de concreto de vigas que sustentam a cúpula da Casa, e que refletem o sentimento de operários que trabalhavam na construção da nova capital. (...) refletem um sentimento mais político, de cobrança e expectativa em relação ao que fariam os futuros ocupantes do prédio do Congresso (...) "Que os homens de amanhã que aqui vierem tenham a compaixão dos nossos filhos e que a lei se cumpra. Duraleques ce de leques (sic)", diz uma das frases, que tem a assinatura de José Silva Guerra e a data: 22/4/59. "Si (sic) todos os Brazileiros (sic) focem ( sic) diginos (sic) de honra e honestidade, teríamos um Brazil (sic) bem melhor. Só temos uma esperança nos Brazileiros (sic) de amanhã. Brazília (sic)de hoje, Brazil (sic) amanhã ". 1959, escreve um outro operário, cuja assinatura é ilegível. "
Mais detalhes: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/08/11/camara-encontra-frases-escritas-por-operarios-que-construiram-predio-em-1959-925116393.asp
    Esperava-se tanto e hoje temos isso: 
 
     Brasília foi inaugurada em 21 de abril de 1960. Algumas décadas depois, pra ser mais precisa no último dia 30, terça feira agora, estava eu na Câmara dos Deputados. Que está mais para balcão de negócios do que qualquer outra coisa. A foto abaixo foi tirada enquanto o advogado de defesa de Jaqueline Roriz discursava - ele está entre o telão e a bandeira do Brasil.  
Concomitantemente, vossas excelências falavam ao celular, batiam papo em rodinhas... Ninguém prestava atenção. Como de costume! Quando a deputada foi falar pra fazer a sua defesa, aí sim fez-se o silêncio (afinal, não é de costume ter votação pra cassar ninguém. Portanto, era um momento solene). Um colega da imprensa comentou que ela tava com cara de absorvente. Em outras palavras, daria em pizza. Ela sabe dos "seus pares". Sabe que os colegas não podiam "puni-la com a cassação", porque estariam, desculpem-me a expressão, colocando o deles na reta. Ou a corda nos pescocinhos.


    Não foi preciso combinar votos. Era tudo secreto. Resultado: 265 a 166. 
Já pensou? Perder o mandato por causa de uma propinazinha?? Absurdo! Até porque, como ela fez questão de frisar, em 2006, época do vídeo, era uma cidadã comum. Cidadão comum participar de um esquema de corrupção, POOODE!

    Mas sabe que não me espanto? Em nenhum momento achei que ela fosse ter o mandato cassado. Quando o assunto é Congresso Nacional, o enredo segue como os de novela, previsíveis até dizer basta. Essa que começou mesmo, Fina Estampa, a Lília Cabral vai terminar com o Dalton Vigh. Sei disso desde o primeiro capítulo. Alguém duvida? 
    Olha que sou das mais otimistas, mas com relação à política brasileira, acredito que a mudança está longe, se é que um dia ela vai chegar. Um cientista político, que entrevistei nesse mesmo dia da votação, disse que o mensalão não vai dar em nada. O relator do processo no STF é o ministro Joaquim Barbosa. É com ele também que está o caso de Jaque Roriz. Alguém arrisca um palpite pro final dessa novelinha? O mesmo cientista político da UNB lembrou que essa revolta toda só atinge uma parcela da população. A maioria dos cidadãos está alheia a tudo isso. Mas aí já é assunto pra outro post!  
    Se Niemeyer escreveu mesmo essa frase que está no início do post, acredito que ele não se incomodaria que sua obra arquitetônica terminasse assim.
 

Ok, alguns poucos políticos se salvam. Porque, como falei, sou mesmo otimista. Pensando bem, o formato de avião pode ter sido uma mensagem subliminar, não? rsrs  

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Os bobos da corte

CURIOSODADES DA ILHA CHAMADA BRASÍLIA

Minha mais recente descoberta acerca da capital federal diz respeito a palácios. Se você, que mora em outro estado, acha que só existe um palácio em Brasília, o do Planalto, onde trabalha a presidente Dilma, não se engane. Depois de meio ano morando aqui, começo a abrir os olhos pra quantidade de prédios-palácios desta cidade. Começou com o Palácio do Comércio, quando outro dia fui entrevistar a presidente da Associação Comercial do DF.



E de repente, eu me dou conta de que trabalho onde? No Palácio da Imprensa.


Também no Setor de Rádio e TV Sul, bem ao lado do palácio da foto acima, tem o Palácio do Rádio.


Por enquanto, são esses que eu descobri. Aí pensando eu com meus "botões"... Agora sim dá pra entender perfeitamente o "deputado do castelo" Edmar Moreira (PR-MG). Bichinho, vivendo aqui, nessa Brasília, em meio a tantos palacetes, nada mais justo do que ter "unzinho" só pra ele. Achando pouco, fez um castelo!


Como os bobos da corte, digo, eleitores de Minas não sabem desse contexto da corte de cá, acabaram não votando nele e o tadinho, incompreendido, perdeu as eleições de 2010 na corte de lá. Poxa, que peninha... =//

Não lembram os detalhes do castelo?


"A construção é gigante. Seu conjunto arquitetônico foi inspirado em castelos europeus, com área de 192 hectares, nas quais se destacam lagos, reservas e parques. É composto de 12 torres, sendo a principal com oito andares. Do lado de dentro há 36 suítes com hidromassagens. Tem também salões de festas, ginástica, jogos, eventos diversos, reuniões, piscinas, saunas, lagos para prática de pescaria, estrutura para campos de golfe, jardins e áreas de relaxamento." (http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,castelo-de-edmar-moreira-seria-um-cassino,320963,0.htm)

Ora, ora, seria essa alguma mania de nobreza que aflige nossos ilustríssimos parlamentares? Mania que acaba contaminando o resto da população? População que dá nome de palácio a edifícios comerciais? Edifícios que compõem uma Brasília, capital de um país que já foi colônia e continua sendo tratado como se a corte ainda estivesse aqui? "Corte" que continua a explorar das piores formas o povo e o território? Vou eu me contaminar com tal costume e, em alguns anos, estarei desejando o meu próprio palácio?

Por hora, quero apenas sair do aluguel.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Quem queimou os sutiãs?

  Ontem uma entrevistada elogiou minha maquiagem - a sombra. Aí fui contar em quais circunstâncias precisei me maquiar nesse dia: enquanto fazia o pé, lá estava eu com a maletinha de maquiagem no colo e mandando brasa. Daí ela fez: hoje em dia nós mulheres fazemos cada coisa né? Temos que nos virar.... Quem foi a mulher que inventou de queimar os sutiãs?? Achei demais!


"O episódio conhecido como Bra-Burning, ou A Queima dos Sutiãs, foi um evento de protesto com cerca de 400 ativistas do WLM (Women’s Liberation Movement) contra a realização do concurso de Miss America em 7 de setembro de 1968, em Atlantic City, no Atlantic City Convention Hall, logo após a Convenção Nacional dos Democratas. Na verdade, a ‘queima’, propriamente dita, nunca aconteceu. Mas a atitude foi incendiária. A escolha da americana mais bonitinha era tida como uma visão arbitrária da beleza e opressiva às mulheres, por causa de sua exploração comercial. Elas colocaram no chão do espaço, sutiãs, sapatos de salto alto, cílios postiços, sprays de laquê, maquiagens, revistas, espartilhos, cintas e outros “intrumentos de tortura" " (http://anos60.wordpress.com/2008/04/07/a-queima-dos-sutias-a-fogueira-que-nao-aconteceu/).