quarta-feira, 2 de maio de 2012

Declaração do IR do alto de uma cadeira - AO VIVO

Fim de abril. Entrega da declaração do imposto de renda. Não dá outra: repórteres de todas as emissoras em frente ao Ministério da Fazenda pra falar do assunto. Comigo não foi diferente. Poderia ser um link qualquer, não estivesse eu falando do alto de uma cadeira.


Nessa hora estava passando esse texto: 


    Olhem aí que eu não fui a única. À esquerda, Fernandinha, repórter do SBT Brasil. À direita, uma colega da Globo. Pela primeira vez a Globo ficou abaixo do SBT. Não podia perder essa! hahaha
 


    Sim, mas vejam como toda essa bagaça foi pro ar! rsrs
No final tem mais um vídeo com os bastidores e minha cara de pânico!


    
     Tudo isso porque o bendito nome "Ministério da Fazenda" na fachada do prédio fica muito alto. Para enquadrar repórter de forma mais bonita e mais ou menos no mesmo nível do nome, foi preciso um "up".  Acredite, pegar a pessoa de baixo para cima não favorece ninguém. Deixa qualquer um 10 kg mais gordo.


    Aqui vocês podem ver o vídeo que meu auxiliar fez. Vejam a minha cara de alívio e desespero ao devolver pro estúdio e constatar que não cai, mas tremi literalmente na base. Rsrs


   

terça-feira, 3 de abril de 2012

Alzheimer: desafio para um repórter

   
    Dependendo do VT, o repórter consegue escrever a passagem. Ou seja, aquele trecho que ele aparece falando, ele escreve, decora e grava. Masss dependendo da matéria, não dá pra fazer isso. O momento vai dizer o que fazer. Nesse VT que fiz semana passada por exemplo, eu nem ia fazer passagem. Já estava no fim do ensaio e não tinha como pedir que ficassem cantando mais tempo, já que eles estavam "ensaiando" há 1 hora.  Os coristas eram idosos com alzheimer. Mas para contrariar minhas expectativas, a reportagem ficou assim:

UMA INICIATIVA PIONEIRA, DESENVOLVIDA NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA, ESTÁ GARANTINDO QUALIDADE DE VIDA A IDOSOS PORTADORES DE ALZHEIMER.  O H.U.B., QUE É CENTRO DE REFERÊNCIA PARA O TRATAMENTO DA DOENÇA NO DF, DESENVOLVE O PROJETO "PINTANDO O SETE AOS SETENTA". ENTRE AS ATIVIDADES, ESTÁ O CORAL CONVIVER, QUE VOCÊ VAI CONHECER AGORA.

 

    Essa doença me impressionou muito. A senhora que estava chorando e depois ficou bem tem 65 anos. Meu referencial de terceira idade é o melhor possível, graças a avós ativos que tenho. Bem, ela com 65 anos está em um estágio avançadíssimo da doença. De acordo com a moça que a acompanhava, dona Edilamar havia sido psicóloga da polícia - não lembro se civil ou militar. Parecia uma criança. Chocante. 


     Aliás, entrevistá-los foi bem complicado. Podem perceber que, na verdade, só há dois entrevistados na matéria. As outras (os pacientes) cantam, dançam, mas não conversam. Não sabia como conversar com eles. Quando pensei ter encontrado uma maneira, pouco adiantou. Resolvi traduzir toda a dificuldade em música. E eles cantaram.

Cada dia um desafio. O que será que me aguarda amanhã?


domingo, 11 de março de 2012

Mudaram de canal?

    Já falei sobre isso aqui antes (post do dia 27 de julho "Como não chorar?"). Mas o assunto é recorrente, então cá estou eu escrevendo mais uma vez sobre o sensacionalismo. 

 
 
    Recebi minha pauta: entrevistar a mãe da PM assassinada pelo marido. Nããã. Pra que isso gente? A notícia da morte já havia sido dada. Sobre as investigações também já se sabia. Ir pra casa da mãe da vitima, cutucar a ferida, em nome de quê?! Do Ibope? O "público" gosta do drama. É o que parece. Então lá vamos nós alimentar essa vontade. Mas o público gosta porque a TV mostra ou a TV mostra porque o público gosta? Alguém tem resposta pra essa questão? Eu não tenho. 
    A entrevistada parecia anestesiada. Acredito que a fé em Deus trouxe equilíbrio e serenidade pra ela. Dessa vez, eu não chorei. Mas fiquei igualmente indignidada com o propósito daquilo tudo. 


 

    Sobre o mesmo assunto, vi uma reportagem outro dia em uma emissora com os pais da menina que morreu no brinquedo do Hopi Hari. Só que, pior do que apenas ouvi-los, colocaram o casal de frente pra uma terceira pessoa. Essa pessoa também presenciou tudo e contava com detalhes como viu a menina se soltar da cadeira, cair no chão, e tudo isso na frente dos pais (mais abalados a cada relato). Pra que isso gente?! Eu mudei de canal. Será que mudaram de canal quando a minha matéria foi ao ar?! Sinceramente, deveriam mudar, pra acabar com esse tipo de apelação.

 E numa busca no google por imagens de sensacionalismo, olha aí o resultado:



 Essa capa tá DÉMÁSSSS! kkkkkkkkkkkkkkk Pior que é muito provável que seja uma capa verídica. 

 E porque será que eu me vi nessa tirinha abaixo?? rsrsrsrsrs


sexta-feira, 2 de março de 2012

Ilegal, imoral ou "ingorda"

    Já diz a música que o que é bom é ilegal, imoral ou "ingorda" rsrs... Os senhores parlamentares, acima do peso ou não, entendem bem dos dois primeiros "Is". (Mãe, essa música é em homenagem a você, fã de Roberto Carlos! kkkkkkkkkkkkkkkkk)

 

    Felizmente o Distrito Federal teve uma boa notícia essa semana.


    Os excelentíssimos 24 deputados distritais, ainda que contrariados, fizeram um favor aos brasilienses. Acabaram com o décimo quarto e o décimo quinto salários. Isso trará uma economia de quase R$ 1 milhão de reais aos cofres públicos por ano. É claro que eles não tiveram um rompante de sensatez e bom senso. A pressão popular os fez agir assim. E os 23 votos pelo SIM (uma ausência) puseram fim à mordomia de dois salários extras.
    Nesse dia não cobri toda a movimentação, fui apenas pro link (ao vivo) do jornal dar o balanço do que havia acontecido à tarde na Câmara Legislativa. Mas a minha vontade era ter perguntado pra algum dos favoráveis (sim, porque todos aprovaram, mas pelo menos metade foi "obrigada") se eles não tinham vergonha de receber dois salários a mais que qualquer outro trabalhador. Porque seriam eles mais merecedores que nós, pobres mortais? Coincidentemente, há algumas semanas fiz uma matéria sobre o assunto:


    Entrevistei o povão, uma representante do movimento Adote um Distrital, e quatro deputados distritais: Chico Leite, Chico Vigilante, presidente da câmara Patrício e Agaciel Maia. Sobre este último aqui vai um remember:

    "Em 2009 uma Sindicância do Senado Federal encontrou 663 atos não publicados que tratavam de criação de cargos, contratação e exoneração de parentes de senadores, entre outros, gerando o escândalo dos atos secretos que abalou o presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP). Diretor-Geral por 14 anos, Agaciel Maia foi exonerado do cargo, mas continuou como servidor Senado, após a revelação que escondeu da Justiça uma mansão avaliada em cerca de R$ 5 milhões." Fonte: Wikipedia

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Cirque du Soleil

    Mais um post para a seção "da lama ao luxo". Cirque du Soleil, de graça, foi, no mínimo, fantastique! É... tem pautas em que você se arrepende de ter feito jornalismo, mas tem outras em que dá graças a Deus por ter escolhido essa profissão. Ainda que nesse dia você tenha chegado à redação meia noite, saído a uma da manhã, chegado em casa com a fome para comer um boi (saciada com um sanduíche de pão integral e ovo) e ido dormir às 3h da matina. Acordei umas.... meio dia eu acho! rsrs Atrasada para ir trabalhar às 13h.  

    Abaixo a matéria com belas imagens e uma edição caprichada. Graças ao querido Gleison Castro! =D

 

A equipe sortuda: Carlinhos, moi e Ricardo.
 

Mari, querida da TV Brasília. Diviimos a pipoca e os "ohhhhh" a cada malabarismo.



Uma gordinha sem complexos: uma graça!


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Flagramos um milagre

    O dia do repórter foi semana passada, 16 de fevereiro. No dia seguinte, por ser repórter, presenciei um milagre. É que se não estivesse trabalhando, jamais pararia para acompanhar o que acontecia. Se você não acredita neles (nos milagres), melhor nem continuar lendo esse post. Era sexta-feira e fazíamos uma pauta sobre os preparativos para o carnaval. Tínhamos terminado de gravar com o presidente da Associação Comercial de Ceilândia e deveríamos seguir para o Ceilambódromo. Mas, perto do nosso carro, havia uma multidão... Perguntei para meu auxiliar o que era aquilo e ele falou que "parece" que uma homem tinha infartado. Podia ter deixado pra lá, mas achei melhor ver de perto. Quando soube qual era a história, passei o rádio pra redação pedindo pra avisar ao próximo entrevistado que íamos atrasar. Não dava mais pra sair dali.  


    O homem já estava roxo. Cheio de tubo no nariz e com soro no braço. E eu pedindo a Deus para escrever um final feliz. Não queria colocar na matéria que as tentativas de reanimá-lo haviam sido em vão. Em um dado momento apareceu uma senhora, dizendo ser inquilina dele. A mulher, pequena no tamanho, mas grande na autoridade e na fé, começou a orar em voz alta, dizendo coisas do tipo: "Deus, tu me falaste que tens promessas na vida deste homem, dá vida a ele...". São coisas pra quem tem fé. Eu tenho.


    Perguntei para um dos profissionais do Samu há quanto tempo estavam tentando reanimá-lo e ele disse que há uns 45 minutos. Tentariam até o médico mandar parar, mas estavam no limite, que era de mais ou menos 1 hora. E o desfecho foi contra todas as expectativas. O improvável e o impossível aconteceram.
   Mais uma vez, como não se emocionar? Uma pessoa me disse depois que achou que eu fosse parente, pelo jeito que tava emocionada. Entrevistei só duas pessoas, uma senhora que falava 500 vezes que os bombeiros foram demais (sendo que era Samu kkkk) e um outro que se dizia índio e falava que foi tudo graças a mãe terra! hahaha
    No jornal, entrou tudo em off, sem entrevistas. Mas aqui no blog acrescentei um plus.... Tem a senhora que fala dos bombeiros, só que cortei isso, porque o crédito é pro Samu. rsrs
Ahh claro que vocês não vão ver o índio falando da mãe terra, porque o maior crédito vai pro Deus da terra! =D

Ps: Ainda bem que não entrou minha parte falando porque soltei um "a nossa equipe tava" em vez de "estava" e "assistir tudo" em vez de "assistir A tudo".

sábado, 4 de fevereiro de 2012

A mudança de um destino

   Post com título de filme, mas é vida real. Como é bom ser surpreendida com uma história de amor incondicional. Que exemplo de como exercer a maternidade de forma genuína. A história de Crislei e Ana Beatriz.: elas se escolheram e hoje formam uma família.


    Como explicar que a filha é simpática e sorridente como a mãe e, assim como Crislei, Ana Beatriz ao dormir coloca um paninho no rosto por causa da claridade? Essas "coincidências" emocionam qualquer um. Crislei fala que a mãe biológica só foi um caminho pra Aninha chegar até ela. =)

   Nem todos os dias, nós, jornalistas, falamos do que queremos ou escrevemos sobre assuntos agradáveis. Muito pelo contrário. Mas neste dia, recebi essa história. Contá-la foi pra mim como um presente. Sai da casa da família pensativa: quando uma mãe dá a luz um bebê, ela vai amá-lo da forma que vier. E não poderá escolher a aparência da criança. Com a adoção, porque seria diferente? Definir um "perfil" que satisfaça seus anseios e expectativas é, no mínimo, egoísta.
    Adotar é mudar o destino de uma pessoa. O que seria da Ana Beatriz sem a Crislei?

 

Aí, escrevendo agora sobre adoção, lembrei de uma matéria que aborda o tema, mas no caso aqui é relacionado a cães e gatos! Tô falando, que nós jornalistas falamos sobre tudo?! rsrs