terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Flagramos um milagre

    O dia do repórter foi semana passada, 16 de fevereiro. No dia seguinte, por ser repórter, presenciei um milagre. É que se não estivesse trabalhando, jamais pararia para acompanhar o que acontecia. Se você não acredita neles (nos milagres), melhor nem continuar lendo esse post. Era sexta-feira e fazíamos uma pauta sobre os preparativos para o carnaval. Tínhamos terminado de gravar com o presidente da Associação Comercial de Ceilândia e deveríamos seguir para o Ceilambódromo. Mas, perto do nosso carro, havia uma multidão... Perguntei para meu auxiliar o que era aquilo e ele falou que "parece" que uma homem tinha infartado. Podia ter deixado pra lá, mas achei melhor ver de perto. Quando soube qual era a história, passei o rádio pra redação pedindo pra avisar ao próximo entrevistado que íamos atrasar. Não dava mais pra sair dali.  


    O homem já estava roxo. Cheio de tubo no nariz e com soro no braço. E eu pedindo a Deus para escrever um final feliz. Não queria colocar na matéria que as tentativas de reanimá-lo haviam sido em vão. Em um dado momento apareceu uma senhora, dizendo ser inquilina dele. A mulher, pequena no tamanho, mas grande na autoridade e na fé, começou a orar em voz alta, dizendo coisas do tipo: "Deus, tu me falaste que tens promessas na vida deste homem, dá vida a ele...". São coisas pra quem tem fé. Eu tenho.


    Perguntei para um dos profissionais do Samu há quanto tempo estavam tentando reanimá-lo e ele disse que há uns 45 minutos. Tentariam até o médico mandar parar, mas estavam no limite, que era de mais ou menos 1 hora. E o desfecho foi contra todas as expectativas. O improvável e o impossível aconteceram.
   Mais uma vez, como não se emocionar? Uma pessoa me disse depois que achou que eu fosse parente, pelo jeito que tava emocionada. Entrevistei só duas pessoas, uma senhora que falava 500 vezes que os bombeiros foram demais (sendo que era Samu kkkk) e um outro que se dizia índio e falava que foi tudo graças a mãe terra! hahaha
    No jornal, entrou tudo em off, sem entrevistas. Mas aqui no blog acrescentei um plus.... Tem a senhora que fala dos bombeiros, só que cortei isso, porque o crédito é pro Samu. rsrs
Ahh claro que vocês não vão ver o índio falando da mãe terra, porque o maior crédito vai pro Deus da terra! =D

Ps: Ainda bem que não entrou minha parte falando porque soltei um "a nossa equipe tava" em vez de "estava" e "assistir tudo" em vez de "assistir A tudo".

sábado, 4 de fevereiro de 2012

A mudança de um destino

   Post com título de filme, mas é vida real. Como é bom ser surpreendida com uma história de amor incondicional. Que exemplo de como exercer a maternidade de forma genuína. A história de Crislei e Ana Beatriz.: elas se escolheram e hoje formam uma família.


    Como explicar que a filha é simpática e sorridente como a mãe e, assim como Crislei, Ana Beatriz ao dormir coloca um paninho no rosto por causa da claridade? Essas "coincidências" emocionam qualquer um. Crislei fala que a mãe biológica só foi um caminho pra Aninha chegar até ela. =)

   Nem todos os dias, nós, jornalistas, falamos do que queremos ou escrevemos sobre assuntos agradáveis. Muito pelo contrário. Mas neste dia, recebi essa história. Contá-la foi pra mim como um presente. Sai da casa da família pensativa: quando uma mãe dá a luz um bebê, ela vai amá-lo da forma que vier. E não poderá escolher a aparência da criança. Com a adoção, porque seria diferente? Definir um "perfil" que satisfaça seus anseios e expectativas é, no mínimo, egoísta.
    Adotar é mudar o destino de uma pessoa. O que seria da Ana Beatriz sem a Crislei?

 

Aí, escrevendo agora sobre adoção, lembrei de uma matéria que aborda o tema, mas no caso aqui é relacionado a cães e gatos! Tô falando, que nós jornalistas falamos sobre tudo?! rsrs

 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A escola de ajudantes do Papai Noel existe!

AMEI fazer esse VT! Assistam porque ele tá muito fofo. 

(CAM * 1)
 A SEMANA DO NATAL JÁ CHEGOU E NÓS ESTAMOS EM RITMO DE FESTA./ HOJE VOCÊ VAI VER COMO FUNCIONA UMA ESCOLA DE AJUDANTES DO PAPAI NOEL./ LÁ, A MENINADA TEM QUE SUAR A CAMISA E DAR AQUELE "HELP" PARA OS DUENDES E PRO BOM VELHINHO./


(CAM * 2)
A ESCOLA DE AJUDANTES DO PAPAI NOEL É DE GRAÇA E VAI ATÉ 6 DE JANEIRO./ MAS O VELHINHO SÓ FICA ATÉ SÁBADO, DIA 24./ DEPOIS DISSO, ELE VOLTA AO POLO NORTE, PARA COMEÇAR A PREPARAR O NATAL DE 2012./ O HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO É DE QUATRO DA TARDE ÀS DEZ DA NOITE NO PRÉDIO MATRIZ DA CAIXA, SETOR BANCÁRIO SUL, QUADRA QUATRO./

  

Eu não resisti e TIVE que tirar a foto. Mas foi um sacrifício convencer meu cinegrafista Pablo a sentar ao lado do papai noel e mais difícil ainda foi persuadí-lo a fazer imagem da foto pra eu usar na matéria. Ahh que fique claro: não, não sentamos no colo do bom velhinho!  Rum! De azul está o estagiário Rafael e de branco o auxiliar Felipe.

Feliz Natal queridos!!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Feriado, farofa e descobertas gastronômicas e digestivas!

Ahhh os feriados.... 


Tê-los-ei um dia?? rsrsrs
    Enquanto divago sobre esta tão remota possibilidade, saibam um pouco como é para uma equipe de reportagem estes dias, no qual, normalmente, trabalhamos - quando o "nós" se trata de jornalistas de veículo diário). Às vezes, faz-se esquema de plantão (folga Natal e trabalha Ano Novo e vice versa; o mesmo para Carnaval e Semana Santa, por exemplo). Mas isso não é regra. Ao contrário. Temos poucas merecidas exceções assim. Então, bater o ponto é a única certeza do próximo feriado. A imprensa trabalha, mas o resto do planeta, não. Resultado, as pautas são sofridas, difíceis  de serem conseguidas. Todo mundo viaja, não atende o celular... O drama é percebido nos vts que vão ao ar em um dia assim. Sintam o que falo no vt do último dia 7 de setembro. Se houvesse uma trilha sonora, ela seria aquela: "farofarofaro farofarofaro farofarofaro farofafa".


Sofremos, não? 
     Dia 28 de outubro foi o "dia do servidor público". Lá vamos nós com mais um vt sobre o feriado. Segui o conselho do meu cinegrafista e fomos à rodoviária, onde conseguimos ótimos "povo-fala" (quando saímos entrevistando a galera indiscriminadamente, em busca de algumas falas.) Indiscriminadamente entre aspas, porque, às vezes, fico querendo selecionar uns mais bonitinhos, né? Não sejam hipócritas e confessem que é muito melhor ver gente bonita na TV kkkkkkkk - mas não é toda pauta que dá pra "peneirar" assim, é claro. O tempo vai passando e tem hora que tem que ser qualquer um e "pode ser feio ou bonito", como diria meu conterrâneo Djavan.


    Pequena observação para minha passagem na escada rolante. Realmente tem coisas que pra fazer você tem que ignorar tudo ao seu redor. Imaginem a cena. É claro que o universo não ia conspirar a meu favor nesta hora e eu tinha que descer pelo menos mais de uma vez pra gravar a bendita sem errar. A primeira eu travei no meio do texto e desci num riso contido e silencioso. A seguinte valeu! hehehe

    Mas voltando ao feriado... Neste dia, por ser, como vocês agora sabem, mais tranquilo, ainda consegui desbravar umas curiosidades do cerrado. Paramos em frente a um posto de saúde para fazer imagem (pra dizer que eles estariam fechados). Bem ali tinha o quê? Um pé de pequi. O meu cinegrafista, que é mineiro, tirou a fruta para me apresentar. Para isso, usou parte da parafernalha que andamos no carro: um pau de luz (espécie de tripé com luz).


                                     E eu concentrada fazendo meu texto...



                                                             Ei-lo aí:


Esse tava verde, eu acho.
Procurei umas fotos na net e a "definição".

   O Pequi (Caryocar brasiliense; Caryocaraceae) é uma árvore nativa do cerrado brasileiro, cujo fruto, embora muito utilizado na cozinha nordestina (nordestina?? Pra mim é novidade), em Goiás , Mato Grosso e norte de Minas Gerais, é considerado tipicamente goiano.
Dele é extraído um azeite denominado azeite de pequi. Seus frutos são também consumidos cozidos, puros ou juntamente com arroz e frango. Seu caroço é dotado de muitos espinhos, e há necessidade de muito cuidado ao roer o fruto, evitando cravar nele os dentes, o que pode causar sérios ferimentos nas gengivas. O sabor e o aroma dos frutos são muito marcantes e peculiares. Pode ser conservado tanto em essência quanto em conserva.

Ah eu queria provar.... O povo aqui fala bem. E diz que é bom pra memória. É que você passa o dia todo, digamos, fazendo a digestão e, nem querendo, consegue esquecer que comeu pequi. rs  

Uma charge para entrar no clima do efeito "pós pequi":

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Ao vivo e os jargões

    Minutos antes de entrar ao vivo eis que ouço dos apresentadores: "Eu corto metade da cabeça do cavalo e você fica com o pé!" kkkkkkkkkkkkkkkk 
    Claro que ninguém riu, já que todos sabem do que se trata. Mas eu achei graça porque, por um momento, pareceu uma conversa de maníacos. No meu retorno de áudio (o fone), ouvia em cada break a conversa dos apresentadores. Nos intervalos de cada bloco, ajusta-se o que já estava combinado, tira-se uma frase, acrescenta-se um comentário, decide se chama logo o VT que estava previsto pra depois ou fala-se alguma gracinha, porque não? Os jargões, nessa hora, são capazes de horrorizar qualquer leigo.  No caso acima se tratava de um vt sobre o roubo de um cavalo que faz equoterapia com pessoas deficientes. E o que é a cabeça?

 

Abaixo, em negrito, está um exemplo:

(CAM * 1 - ALVARO)
NOTÍCIA RUIM PARA O BOLSO DOS MOTORISTAS... O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DF JULGOU INCONSTITUCIONAL A LEI QUE PREVIA ESTACIONAMENTO GRATUITO NOS SHOPPING CENTERS DA CIDADE./
(CAM * 2 - WILLIANE)
A REPÓRTER LÍVIA MONTEIRO ESTÁ NO COMÉRCIO E TEM, AO VIVO, AS INFORMAÇÕES, BOA NOITE, LÍVIA./
 

[INICIAR: LINK NO AR
DEIXA FIM: É COM VOCÊS NO ESTÚDIO
Duração:0'40"]{**LINK**}
[CG :CRED 1\ESTACIONAMENTO PAGO NOS SHOPPING CENTERS]
[CG :CRED 2\LÍVIA MONTEIRO\Plano Piloto]



 GLOSSÁRIO: 
**A cabeça ou lead é a introdução ou abertura de uma notícia ou reportagem. O lead em geral é constituído do primeiro parágrafo. A palavra provém do inglês, que significa “comando”, “primeiro lugar”, “liderar”, “guiar”, “induzir”, “encabeçar”. No lead se apresenta sucintamente o assunto ou se destaca o fato essencial, o clímax da história. 
(http://lucajor.vilabol.uol.com.br/estrutnot.htm)

Já o "pé":

    É uma informação final que é dada após a matéria pelo (s) apresentador (es). No caso que citei, o era o telefone do instituto de equoterapia e a informação sobre a recompensa para quem encontrasse o cavalo. "Cortar metade da cabeça do cavalo e ficar com o pé" agora já faz mais sentido, certo?


     Falando em link, esse foi no São João. O entrevistado que gravou da câmera dele. Adoro links com entrevistados porque você não tem muito o que falar. Eu tento falar muito pouco justamente pra pessoa passar o máximo de informação, já que o tempo costuma ser bem curto. Afinal, ela está lá pra falar e não pra me ouvir! Por ter sido uma entrada mais descontraída, eu ousei um pouco soltando fogos "no ar" - nos dois sentidos! hehe

 

    Esse outro link foi semana passada. Nada de entrevistados e um minuto de decoreba. =//

 

     Abaixo fotos dos bastidores de um link. Cinegrafista e auxiliar de link - este último puxa os cabos, testa áudio, vídeo, põe o fone no repórter...

 

    As empadas no chão não fazem parte do equipamento. Nesse dia, havia um buffet por perto e os funcionários estavam passando com as caixas de comida. Algumas empadas de camarão cairam no chão e os "morta fome" do SBT atacaram! kkkkkk Eu só comi porque os meninos disseram que só recolheram as que estavam por cima, sem tocar no chão. Ah bom! haha


                                                      FLAGRA! rsrs

domingo, 23 de outubro de 2011

Um tour com os pequenos

Três histórias, um só personagem: crianças!

   Poooxa devia ter feito um post em homenagem às criONÇAS né? Doze de outubro foi dia delas e eu nem me liguei de por nada aqui. Maaass nunca é tarde. Esse matéria abaixo fiz por conta da data e tem um sapequinha aí que foi a sensação do VT! Teve outra criança que rendeu uma ótima imagem pintando o rosto. O cinegrafista adorando fazer aquela imagem e eu gritando com medo de cair no olho dela!Vocês vão ver!


    Aí já que o assunto são elas, lembrei dessa matéria que fiz já tem alguns meses. Campanha do SAMU pra instruir as crianças a não passarem trote. Foi so eu perguntar quem já tinha passado trote pro SAMU e adivinha?! Teve um que me saiu com a  história de "uma vaca na janela" hahaha. Ahh a reponsável pela escola, uma loira, queria porque queria falar. Gente, que sonora (entrevista) mais falsaaa! kkkkkkkkk Prestem atenção como ela decorou a fala! huhuhuhu


    E o melhor presente de todos é a saúde. No meu último plantão, a última pauta do domingo foi  sobre a epidermólise bolhosa. Foi muito chocante saber dessa doença e principalmente ver como ela se manisfesta. O meu auxiliar, cuja esposa teria filho no dia seguinte, ficou aflito com o que viu. Ainda mais que só se descobre o problema depois que nasce. Temos que agradecer todos os dias pelo que temos e somos. Pautas assim sempre deixam toda a equipe pensativa.

 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Sorrisão e um dedinho no nariz

Quanto tempo sem postar!! Que horror! Espero que isso não se repita. Vou por aqui um VT que foi uma delicinha de fazer. Principalmente com um menino que sorri assim pra você: 


Demais né?! Como não se derreter?!!!!! Dá vontade de morder! hahaha

    O VT é sobre "um ano da lei da cadeirinha". Há dias em que tudo dá errado na rua. Em outros, o universo conspira a nosso favor. Neste dia, tivemos sorte. Nós, repórteres, saimos com a pauta e já vamos imaginando onde daria pra gravar a passagem (quando o repórter aparece), que perguntas vamos fazer, etc. Tem pauta que permite esse "planejamento prévio"
   A produção tinha marcado com a mãe desse bebezinho. Detalhe que a menina é menor de idade. Não dirige. Logo, a passagem que pensei em fazer com ela no volante, foi pro ralo. Quem dirige é a avó, que estava lá, mas não queria aparecer. O carro era pequeno, não dava pra fazer nada do que tinha imaginado se nem a motorisa apareceria. A avó ia trabalhar e não teria todo tempo do mundo pra gente. Resultado, gravamos com a mãe da criança, que estava meio com vergonha, mas "apertando" deu pra tirar alguma coisa.... E fizemos imagem dela colocando a criança no banco de trás.
   Eis que meu auxiliar, sempre atento, viu um homem chegando no estacionamento com uma CRIANÇA no banco de trás em uma  CADEIRINHA! Ele parou bem próximo de onde estávamos gravando. Quando vi o auxiliar abordando a família, já me aproximei. O pai aceitou gravar conosco! Ebaaa! 
   Foi ótimo. O pequeno Juan (nome um tanto quanto familiar, né marido? rsrs) ia ver a vovó. Ver a vovó = tempo livre pra equipe! Gravei com o pai e fiz a passagem mais ou menos como havia imaginado. Detalhe que precisei gravar umas 6 vezes mais ou menos, porque a criONÇA não tirava o dedo do nariz. Toda vez que terminava meu texto e olhava pra ele, lá estava o dedinho limpando o salão! Que santooo! O pirralha quando viu que a gente não queria aquele dedinho na cena, aí que ele fazia de propósito. Porque elas são assim? Mas não seria uma melequinha que estragaria minha passagem, certo? Juan só parou de cutucar o nariz depois que prometi que ele seguraria o microfone do SBT. hahaha 
Tiro e queda e fim de VT! Assistam.



Claro que não adianta o universo conspirar a nosso favor se a gente não entende a conspiração... Tem que rebolar um pouco pras coisas darem certo e estar com uma equipe nota 10! =)