Quando todos estão sofrendo, inclusive o restante das árvores, lá estão eles, maravilhosos!
Admirá-los é o primeiro estágio da seca. E talvez o único ponto positivo da estação. Prestem atenção à charge abaixo:
Agora esse sintoma de cutucar o nariz eu desconheço! kkkkkkkk
SOCORRO. Quem não conhece isso de perto, não faz ideia de todo o desconforto ou de como é sair de casa e ver tudo enfumaçado e avistar pra qualquer lado um foco de incêndio. Falar em incêndios, perdi as contas de quantos já fiz. Matérias alertando sobre os cuidados então, nem se fala. Essa aí é um exemplo. Inclusive nela, o braço do meu digníssimo esposo aparece. Não basta ser chefe e marido, tem que participar. kkkkkkk
Ah não pensem que sou louca porque no início da matéria aparecem árvores secas e sem graça e eu falo "os ipês deixam Brasília mais colorida". Tivesse o editor de imagem um pouco de sensibilidade, teria ele escolhido a imagem certa. Quase morri quando vi isso no ar. Não tem nada pior do que quando, desculpem a expressão, cagam no seu vt. É que a gente tenta fazer algo bonito, redondinho e fazem isso com o vt. Quem tá em casa pensa o quê? Que a culpa é do repórter, claro. Afinal, quem que põe a carinha no ar? Moi!
Essa semana, todo mundo saiu colando uma frase no facebook que seria da autoria de Niemeyer:
"Oscar Niemeyer está tão lúcido aos 103 anos, vejam a frase que ele postou: PROJETAR BRASÍLIA PARA OS POLÍTICOS QUE VOCÊS COLOCARAM LÁ, FOI COMO CRIAR UM LINDO VASO DE FLORES PRA VOCÊS USAREM COMO PINICO. BRASÍLIA NUNCA DEVERIA TER SIDO PROJETADA EM FORMA DE AVIÃO E SIM DE CAMBURÃO."
Não creio que a frase seja dele, até porque quem projetou Brasília foi Lúcio Costa. MAS a controvérsia em nada tira a verdade do texto com relação ao formato de Brasília. Um camburão seria bem mais propício e talvez essa pudesse ser a forma atual caso os que projetaram a nova capital não tivessem sido tão otimistas. Otimismo que acompanhou os que ajudaram a construir essa cidade. Lembram das mensagens descobertas esses dias na cúpula da Câmara Federal?? Depois que tentavam encontrar a solução pra um problema de vazamento de água no teto do salão verde?
"(...) frases, escritas em 1959 em placas de concreto de vigas que sustentam a cúpula da Casa, e que refletem o sentimento de operários que trabalhavam na construção da nova capital. (...) refletem um sentimento mais político, de cobrança e expectativa em relação ao que fariam os futuros ocupantes do prédio do Congresso (...) "Que os homens de amanhã que aqui vierem tenham a compaixão dos nossos filhos e que a lei se cumpra. Duraleques ce de leques (sic)", diz uma das frases, que tem a assinatura de José Silva Guerra e a data: 22/4/59. "Si (sic) todos os Brazileiros (sic) focem ( sic) diginos (sic) de honra e honestidade, teríamos um Brazil (sic) bem melhor. Só temos uma esperança nos Brazileiros (sic) de amanhã. Brazília (sic)de hoje, Brazil (sic) amanhã ". 1959, escreve um outro operário, cuja assinatura é ilegível. "
Mais detalhes: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/08/11/camara-encontra-frases-escritas-por-operarios-que-construiram-predio-em-1959-925116393.asp
Esperava-se tanto e hoje temos isso:
Brasília foi inaugurada em 21 de abril de 1960. Algumas décadas depois, pra ser mais precisa no último dia 30, terça feira agora, estava eu na Câmara dos Deputados. Que está mais para balcão de negócios do que qualquer outra coisa. A foto abaixo foi tirada enquanto o advogado de defesa de Jaqueline Roriz discursava - ele está entre o telão e a bandeira do Brasil.
Concomitantemente, vossas excelências falavam ao celular, batiam papo em rodinhas... Ninguém prestava atenção. Como de costume! Quando a deputada foi falar pra fazer a sua defesa, aí sim fez-se o silêncio (afinal, não é de costume ter votação pra cassar ninguém. Portanto, era um momento solene). Um colega da imprensa comentou que ela tava com cara de absorvente. Em outras palavras, daria em pizza. Ela sabe dos "seus pares". Sabe que os colegas não podiam "puni-la com a cassação", porque estariam, desculpem-me a expressão, colocando o deles na reta. Ou a corda nos pescocinhos.
Não foi preciso combinar votos. Era tudo secreto. Resultado: 265 a 166.
Já pensou? Perder o mandato por causa de uma propinazinha?? Absurdo! Até porque, como ela fez questão de frisar, em 2006, época do vídeo, era uma cidadã comum. Cidadão comum participar de um esquema de corrupção, POOODE!
Mas sabe que não me espanto? Em nenhum momento achei que ela fosse ter o mandato cassado. Quando o assunto é Congresso Nacional, o enredo segue como os de novela, previsíveis até dizer basta. Essa que começou mesmo, Fina Estampa, a Lília Cabral vai terminar com o Dalton Vigh. Sei disso desde o primeiro capítulo. Alguém duvida?
Olha que sou das mais otimistas, mas com relação à política brasileira, acredito que a mudança está longe, se é que um dia ela vai chegar. Um cientista político, que entrevistei nesse mesmo dia da votação, disse que o mensalão não vai dar em nada. O relator do processo no STF é o ministro Joaquim Barbosa. É com ele também que está o caso de Jaque Roriz. Alguém arrisca um palpite pro final dessa novelinha? O mesmo cientista político da UNB lembrou que essa revolta toda só atinge uma parcela da população. A maioria dos cidadãos está alheia a tudo isso. Mas aí já é assunto pra outro post!
Se Niemeyer escreveu mesmo essa frase que está no início do post, acredito que ele não se incomodaria que sua obra arquitetônica terminasse assim.
Ok, alguns poucos políticos se salvam. Porque, como falei, sou mesmo otimista. Pensando bem, o formato de avião pode ter sido uma mensagem subliminar, não? rsrs
Ai ai ai! Tem dia que você paga todos os pecados fazendo pauta sob o sol e, nesse caso, no meio do mato, cheio de mosquitos em volta... ai ai ai (de novo)! kkkkkkkkk
Pelo menos a matéria ficou redondinha e ainda entrou no SBT MANHÃ. Claro que a versão que foi ao ar no nacional é beeeem mais reduzida que a do jornal local. A original tem quase 5 minutos e a outra 1:30! Mas vale a pena assistir à versão maior porque tem cada imagem lindaaa!
Ginástica pra fazer uma imagem legal: cinegrafista na mala do carro.
Voltando pra Brasília - alívio!
Paisagem de tirar o fôlego...
Como não acreditar num Deus capaz de criar tamanha perfeição?
Ah, um leigo não percebe tanto, mas o editor de imagem me deu uns puxões de orelha porque na passagem (quando o repórter aparece) que fiz no meio do trigo minha voz ficou, digamos, mais esgarçada, estridente, pra não dizer que quase gritei! Já no off e na passagem da padaria, a voz está num tom, digamos, mais confortável aos ouvidos. Assistindo aqui de novo até nem notei tanto, mas vi a matéria ser editada e, no dia, isso era nítido porque na ilha de edição vemos o movimento do áudio!
Estava algo assim:
Em vez de estar algo assim:
A explicação que dei ao editor?! Fica tu umas 2h sob o sol, depois fala um texto enorme no meio do trigo - que chega a sua cintura - e ainda aguenta 1 tonelada de "mosquitos mini" (acabei de inventar essa espécie) ao seu redor. Ai ai ai (de novo). Resultado: só da vontade de gritar e sair correndo. Como não dava pra fazer isso, o grito foi inconsciente e refletiu no tom da voz! Ah vá! Tô perdoada! Ele perdoou. =)
O modelito diz tudo. Agora, como vocês, meus leitores, estão cansados de saber, vou "da lama ao luxo". Quando vejo a criatura trajada desse jeito, logo começo a temer onde serão as pautas. Nesse dia, fomos a uma delegacia e à casa de uma senadora. E o João com a blusa de 171! O cinegrafista brincou que não poderíamos passar perto da Papuda (presídio) se não ficaríamos sem auxiliar. kkkkkkk
O delegado não sabia se o prendia e pela cabeça da senadora eu não sei o que passou. Ao menos pedi desculpa "pela irreverência do meu auxiliar". O prédio onde moram os senadores é cheio de policial. Maior burocracia pra subir. E quando subimos foi com um policial junto, que ficou no corredor. Não sei se é de praxe ou se foi por conta da tal camisa rsrs.
A matéria com a senadora está abaixo. Ela também é presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária e falou sobre uma pesquisa de alimentação que foi feita. Como de costume, perguntei antes de começar a gravar, qual era o partido dela, ao que me respondeu: PSD - TO. Aí fiz: o partido do Kassab? A assessora ao lado fez: partido da senadora Kátia Abreu. Ahh que mal teve né? Tanta polêmica em torno da sigla, não me contive e quis "descontrair"! Estive pensando... Será que fui mais irreverente com essa pergunta do que meu auxiliar com a camisa "171"?? rsrs
Uma versão mais reduzida da matéria entrou no SBT Manhã. Link:
Cortaram meu cabelo. Graças a um workshop que teve aqui em Brasília com cabeleireira/ maquiadora e um figurinista do SBT de São Paulo estou de novo visual. Outra estagiária e eu fomos as únicas corajosas entre as mulheres a deixar que passassem a tesoura. Alguns gostaram, outro não. Juan, meu digníssimo esposo, quando me viu fez: "Oxe! Fez o que no cabelo?". Como conheço a sutileza e delicadeza da criança, perguntei: "É um elogio esse espanto?". Ele falou que sim. rsrs
Já meus pais e minha irmã esperam que os fios cresçam logo! Eu gostei, mas acho que pode ficar melhor, por isso vou dar um repicada esse sábado com a minha cabeleireira... rsrs. Tenho que ousar e aproveitar que AINDA não sou famosa, certo? Quando isso acontecer, vocês sabem que qualquer fio fora do lugar vai virar notícia! hihihi
Toda vez que vejo um bom ar, lembro de um homicídio que cobri.
Não entenderam? Explico. Foi a cena mais inusitada pra se acontecer em uma delegacia ever! Não me perdoo até hoje por não estar com a minha câmera na mão nessa hora. Nunca pensei que aquele "simples homicídio" seria tão marcante. Era só mais um mesmo, até entrar na sala do delegado o assassino. Um morador de rua matou outro. A cachaça ajudou bastante. O crime foi na porta da delegacia. Lá estava o cara. Além de bêbado, ele fedia. Não sei como descrever, mas era algo muito além de uma suvaqueira inocente (rsrs), era insuperável, parecia cheetos podre com chulé, uma coisa asquerooooosa. O delegado já estava verde. Sentado na mesa dele e o cheirosinho atrás. O delegado ficava dizendo "pelo amor de Deus coloca esse pé mais pra trás". Até perceber que qualquer distância não surtiria efeito enquanto a criatura estivesse dentro do recinto, pediu a um agente alguma coisa, que eu só fui entender o que era quando o policial volta com um "Bom Ar" na mão. Colocaram bom ar de "cabo a rabo no meliante" (como costumam chamar). Tentem imaginar a cena. Toooome bom ar no sujeito! Daqui a pouco o delegado: "não adiantou nada, só fez separar o joio do trigo". A atmosfera estava agora incensada de bom ar e do fedor do elemento. Não termina aí.
O preso começou a se virar de lado, tentando esconder o rosto e disse pro delegado: "delegado, eu tô com vergonha, delegado, meu nariz tá escorrendo". kkkkkkkkkkkkkkkkkkk E agora? quam poderia nos defender?! O chapolin colorado não apareceu, mas o delegado pediu mais uma vez socorro ao agente (coitado!). Lá vem o cara cheio de lenço na mão, com aquela cara de "sou eu que vou ter que assoar o nariz do infeliz?". O delegado disse que ou o bandido passava por baixo das pernas as mãos que estavam algemadas pra trás ou sim, era ele que teria que fazer esse sacrifício - quase uma penitência.
A essa altura ninguém se aguentava de rir na sala, né? Mas uma coisa que ficou me martelando a cabeça: que degradação a daquele indivíduo por conta do álcool.. Ele dizia que morava na rua, mas que tinha família e casa pra onde ir. Será que algum familiar ainda o queria por perto?? Triste....
Mas vejamos pelo lado positivo e pensemos que, pelo menos na cadeia, ele terá acesso a um chuveiro.
Sei que quem assistiu a esse VT abaixo não faz ideia do quanto foi divertido fazê-lo.
Um outro que foi hilário também foi um crânio que mobilizou todo o aparato policial e no final do dia descobriram que foi tudo uma obra de arte de um tatuador que se dizia também "escultor". O VT abaixo foi do início do dia (não fui eu que fiz), quando ainda não se sabia quem tinha feito a armação. No jornal da noite, eu entrei no link (ao vivo) do jornal contando a história. Falei que "seria trágico se não fosse cômico". Já que apesar da brincadeira ter sido de mau gosto, toda a imprensa ficou boquiaberta na coletiva com o "engraçadinho".
Pior que ele (tatuado, alargador na orelha e cabelão - figuraça!), estava super sério, centrado... Disse que colocou restos de carne que não ia comer dentro de um crânio de resina que tinha em casa e enfeitou com os próprios cabelos. Fez sem a intenção de assustar, mas decidiu levar pro trabalho no dia seguinte e deixar no jardim - pobre do jardineiro. Ai ai ai.... Fez o que chamou de escultura e ainda disse que já tinha feito melhores. Dá pra acreditar? Claro que eu perguntei qual nota ele daria pra obra de arte. Ele refletiu um pouco e respondeu: 5! rsrsrs. A polícia deu nota ZERO né?
Somente há poucos meses percebi que repórter - mulher - sofre do mesmo mal: pés bronzeados. Tirei a dúvida com a Karen, também repórter do SBT aqui de Brasília. Olhem que graaaaça! Mas também não tem como ser diferente, a não ser que se use bota ou tênis. Sapatinhos bonitinhos vão sempre nos trazer esse mal.
Quando não for o sol, será a poeira, ou os dois juntos (o que é mais comum). O resultado é esse aí:
Tive que começar a colocar protetor solar onde? Pois é... Nunca pensei. Mas caso contrário, terei pés de galinha nos pés! kkkkkkkkkkkkkkkk
Essas fotos dão a entender que só uso o mesmo sapato.... rsrs
Realmente foi coincidência. Inclusive ontem estava com ele e fiz o quê? Um incêndio. No restaurante Oca da Tribo, onde a Michelle Obama esteve em março e assistiu a apresentações de capoeira. Muito lindo era o lugar, mas.... Como disse a dona do restaurante, vão ter que ser como fênix: renascer das cinzas!
(foto UOL)
E olha com qual sapato eu estava. Acho que ele não dá sorte.