sexta-feira, 24 de junho de 2011

Saidinha de banco



Matéria minha no SBT Manhã sobre o assunto. =D
Significa que "painho" e "mainha" puderam assistir em Maceió mas, como estavam dormindo, não viram. Podem assistir aqui então.


LINK:
http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/?c=6691&t=Assaltantes

"Segundo estatísticas da polícia, os bandidos preferem atacar em finais de semana e no final do mês.
Para o cliente que faz saques em caixas eletrônicos, vale ficar atento às saídas das agências bancárias, locais onde os assaltantes agem."


Esse VT não ia nem colocar aqui mas, como foi pro nacional, vou "valorizar" o trabalho no meu blog, claro! ;)

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Quem queimou os sutiãs?

  Ontem uma entrevistada elogiou minha maquiagem - a sombra. Aí fui contar em quais circunstâncias precisei me maquiar nesse dia: enquanto fazia o pé, lá estava eu com a maletinha de maquiagem no colo e mandando brasa. Daí ela fez: hoje em dia nós mulheres fazemos cada coisa né? Temos que nos virar.... Quem foi a mulher que inventou de queimar os sutiãs?? Achei demais!


"O episódio conhecido como Bra-Burning, ou A Queima dos Sutiãs, foi um evento de protesto com cerca de 400 ativistas do WLM (Women’s Liberation Movement) contra a realização do concurso de Miss America em 7 de setembro de 1968, em Atlantic City, no Atlantic City Convention Hall, logo após a Convenção Nacional dos Democratas. Na verdade, a ‘queima’, propriamente dita, nunca aconteceu. Mas a atitude foi incendiária. A escolha da americana mais bonitinha era tida como uma visão arbitrária da beleza e opressiva às mulheres, por causa de sua exploração comercial. Elas colocaram no chão do espaço, sutiãs, sapatos de salto alto, cílios postiços, sprays de laquê, maquiagens, revistas, espartilhos, cintas e outros “intrumentos de tortura" " (http://anos60.wordpress.com/2008/04/07/a-queima-dos-sutias-a-fogueira-que-nao-aconteceu/).

 


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Meu pé de valsa

Em matérias de culinária, eu preciso comer.
Em matérias pra mostrar o difícil acesso de uma comunidade até chegar à parada de ônibus, eu ando no meio do mato com os moradores.
Em matéria sobre o naufrágio, entrei num barco e lá fui eu pro meio do lago.
Em matéria de forró, CLARO que tenho que dançar nem que seja um pouquinho.

Aí estou eu, numa aula de dança, tentando aprender dicas de forró pra ensinar ao meu marido! rsrs
Boa vontade ele tem. Só falta jeito, né amor?

.

Fui inventar de dançar forró nessa matéra e tive que "ouvir" em casa. A matéria foi ao ar na sexta. Juan, o marido também jornalista, saiu espalhando na tv que na segunda eu estaria de atestado médico... kkkkk Palhaço! Ossos do ofício...
Mas a mulher do professor com quem dancei também era professora e estava presente na sala de aula. Ou seja, mais uma prova de que não houve mal algum! Rum! E outra, não dancei nem 20 segundos. Foi só pra fazer cena.
Pelo menos sai de lá com esperança de que há solução pro meu pé de valsa....  =)
Quando ele virar "pé de gelatina", eu tô feita!

O amor é lindo mesmo! rs



Juan Francisco Echeverria Preuss, meu par que não troco por nenhum outro! =****

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Metro+sexual = outra coisa

Tricô parte I
Adoro essa turma da terceira idade que não tem mais pudores e nem "vergonhas bobas" e fala o que pensa sem "papas na língua"! (certeza que vou ser igual quando estiver loira. Mulheres não envelhecem, ficam loiras, certo?)
Estava ontem em um consultório médico e até nem me incomondei com o pequeno atraso na consulta. É que o papo estava bem animadinho! Assim que cheguei, ainda estava no balcão entregando a carteira do plano, quando uma senhora lê em voz alta algo no jornal: "tem heterossexual, homossexual, bissexual, transexual e tem oq? Metrossexual???"

Não aguentei: gargalhei e fiquei de "butuca" pra ver no que ia dar aquilo.

Aí ela continuou lendo: metrossexual faz as unhas....

Sento-me ao lado dela (lógico! adoro uma conversa) e não lembro como, mas o assunto voltou. Por força do hábito/profissão, "tenho" que me inteirar do que se passa na cabeça das pessoas... rsrs

Aí eu fiz: metrossexual são os vaidosos, que fazem a sobrancelha, etc....
Ela: mas isso é aquele negócio, como chama o nome? Que se olha no espelho.
Eu: narcisista?
Ela: é! Isso não tem nada a ver com sexo!

APOIADÍSSIMO! Já pararam pra pensar? Porque colocaram um "sexual" depois desse "metro"?


Porque não deixaram o velho adjetivo "narcisista" em vigor?
Fica até brega, hoje em dia, falar: "fulano é narcisista". Metrossexual é muderno, certo?
A senhora, do alto de alguns anos de sabedoria, concluiu: na minha época só tinha bicha. Hoje tem viado, viadinho, sapata, sapatinha. Eu não ligo não. Se tivesse um filho assim aceitava.

Quase que eu concluia dizendo: o difícil seria definir o filho diante de taaaantas opções ne? Vai que ele escolhia ser metrossexual? A bichinha ia ficar confusa... rsrs

Ainda em tempo:
Metrossexual é um termo originado nos finais dos anos 90, pela junção das palavras metropolitano e sexual, sendo uma gíria para um homem urbano excessivamente preocupado com a aparência, gastando grande parte do seu tempo e dinheiro em cosméticos, acessórios, roupas e tem suas condutas pautadas pela moda e as "tendências" de cada estação.

Resumindo: 



Narcisismo: descreve a característica de personalidade de paixão por si mesmo.

Resumindo:



A palavra é derivada da Mitologia Grega. Narciso era um jovem e belo rapaz que rejeitou a ninfa Eco, que desesperadamente o desejava. Como punição, foi amaldiçoado de forma a apaixonar-se incontrolavelmente por sua própria imagem refletida na água. Incapaz de levar a termos sua paixão, Narciso suicidou-se por afogamento.

Tricô parte II
Aí outra mulher um pouco mais jovem emendou falando das coisas erradas que as novelas ensinam. Taí, preciso voltar a ver novela pra me situar em conversas superficiais do gênero. Ela falando que era um absurdo a novela mostrar os planos de não sei quem matar não sei quem, pra ficar com não sei quem...

APOIADÍSSIMO!  Mas ela falava da novela das 7, das 8 ou das 9? E de qual emissora? Ainda bem que novela é mesmo tuuudo igual. Então pude concordar com a mulher, já que tramas do gênero existem em todas elas. Mas é um absurdo mesmo o bombardeio de más influências ditadas pelas novelas.

Como elas são muito assistidas por nós brasileiros, será que é por isso que tem coisas no país que mais parecem enredo novelístico? Nas minhas buscas sobre narcisismo, relembrei as análises sobre o governo narcisista pré-dilma! Que tal a charge abaixo? Novela e narcismo, tudo numa coisa só!



Depois dessa profunda reflexão (rs), fica até claro que há diferença sim entre narcisistas e metrossexuais.
Parece contraditório, mas narcisistas "não se enxergam".

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Virgem?

Nós jornalistas saímos da lama ao luxo num "mudar de pautas". Num momento estamos falando com o governador. No outro, com um morador de rua. Ou comendo em um restaurante bacana. Ou levando cantada em um link no meio da rodoviária. Que beleza essa nossa profissão, hein? Ossos do ofício. Nem sempre é tããão bom. Como em qualquer trabalho, tem dia chato. Por exemplo: hoje. Segunda-feira ainda com jeitão de domingo... Comecei a admirar a rua. Os ipês que começaram a florescer.


(Vou tentar fazer um post depois sobre isso, ok?)

Enquanto admirava os ipês, a minha questão era dizer ou não que a vítima de um estuprador era virgem. A princípio escrevi: "Uma das jovens tinha 18 anos e a outra, 16. A menor ainda era virgem." Passo o rádio pra editora e pergunto se deixo ou não a história da virgindade. Porque querendo ou não era algo muito particular, mas fazia parte do fato.
Aí ela disse: melhor não, até porque com 16 anos dá pra deduzir que ela era virgem. Não resisti e ri MUUUITO! Claro que isso não está implícito, pelo menos não nos tempos de hoje. Foi o que disse a ela. Ela riu também e disse que é porque ainda é "das antigas". Começo a me lembrar de um vt que fiz na época do carnaval sobre a doença do beijo. Assistam e vocês vão entender porque lembrei dessa matéria quando a editora pensou que aos 16 as meninas "devem" ser virgens.



Vocês viram? O menino que fala que "óbvio que não precisa conhecer pra beijar" tem 12 anos!! Como assim?? E pra falar isso ele não deve beijar meninas mais velhas, não. São as novinhas mesmo. Se com 12 anos estão "pegando" qualquer um, imagina aos 16....... =O
É gente, será que tem volta? Acho que é "disso pra pior", né? Já disse o poeta Vinicius de Moraes: "Filhos? Melhor não tê-los. Mas se não os temos, como sabê-lo?".
Eita negocinho difícil de criar dever ser filho, viu? Faz até medo pensar em ter um.

Ahh o estuprador se dizia inocente. Assim como são todos os que estão presos na Papuda, CLARO. A ele só digo uma coisa: foi preso no dia dos namorados e vai arrumar um monte de namorada no presídio hoje.
#humornegro

sábado, 11 de junho de 2011

Uma receita e o preconceito linguístico

O blog Estou repórter passou hj das mil visualizações. Parece pouco mas, pra quem só faz a divulgação via facebook e ainda nem completou um mês no ar (desde 15 de maio na web), tá de bom tamanho, não?
Pra comemorar, que tal oferecer aos meus leitores uma receita D E L I C I O S A de uma matéria que fiz outro dia?! Vcs já ouviram falar em Quibebe de mandioca? Eu, nordestina, qndo ouvi essa palavra, achei que fosse algo árabe. Mas não tem nada a ver. Tá mais pra nordestino mesmo o negócio: já que é à base de carne de sol e mandioca. É típico do estado de Goiás. Parece um pirão e é maravilhoso. Vale à pena vcs se arriscarem na cozinha pra experimentar esse prato.


Esse quadro se chama "bom e barato". Em tese, sempre algo barato e bom é apresentado às quartas-feiras na primeira edição do jornal local do SBT Brasília. Nem sempre é tão bom assim. Portanto, dei sorte de ter pego essa receita! kkkkkkkk Os quadros são gravados pelo (a) repórter que está de plantão no final de semana. Como vcs podem perceber, esse formato não tem off, é tudo "apresentado" na hora. Isso se chama plano sequência. Não sei porque, mas fico com vergonha de me ver fazendo esse quadro. Acho mais confortável fazer matérias nos formatos do dia-a-dia. A pior parte é ter que provar! hahahaha NUNCA vou poder dizer que algo ficou ruim, né? Fala sério! Frase padrão pra encerrar o quadro: "hummm muito bom. Um prato bom e barato!" hahaha
Mas tb nunca aconteceu de eu ter que fingir gostar de nada. Sempre tava bom msm.

Ah um detalhe é que eu falei "esse é um prato DO Goiás", sendo que o certo é DE, óbvio.

Mas eu explico: isso foi gravado em Santo Antônio do Descoberto, cidade do entorno do DF. Ou seja, que já pertence ao estado de GO. O entorno é conhecido como terra de NEM: nem de Brasília, nem de Goiás. Isso porque fica bem mais perto de Brasília do que de Goiânia. Resultado: a maioria da população de lá trabalha no DF, mas paga os impostos no estado vizinho. No entanto, lá eles não têm qualquer retorno do governo goiano e acabam usufruindo dos serviços públicos do Distrito Federal. Não é à toa que o entorno do DF tem altos índices de violência, talvez os maiores do país. Atualmente a Força Nacional de Segurança se encontra por lá. Sim, isso foi só um parênteses.

Quero dizer que, não sei porque, aqui no DF e entorno 97,79%  das pessoas (gostaram da precisão?) falam NO Goiás. Quando cheguei aqui, achava esquisito demais. Maaaas meus ouvidos se acostumaram e é aí onde mora o perigo! Depois que o quadro foi ao ar, soube que os colegas da redação acharam graça do meu "DO Goiás", já que (agora eu sei) quem fala assim é matuto/caipira! Informalmente, até eles devem falar tb. Só que nas matérias, não fica "certo". Mas se até o novo livro adotado pelo MEC fala que não há problema em se falar "nós pega o peixe" ou "os menino pega o peixe", pq EU não posso colocar um Ozinho na preposição? Rum! Começo a achar que se todos tivessem lido esses livro, ops, livroS quando fomos alfabetizados, eu não teria sido vítima de tal preconceito linguístico.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Não dá pra mudar o mundo

Nostalgia: amigas jornalistas em uma mesa de bar no centro do Recife
Foto tirada em 09/05/2008 às 10h42

   Pela primeira vez, depois de quase 6 anos de formada (!!), assisti ao DVD dos eventos da formatura. Aula da saudade, culto ecumênico, tantos momentos especais. Um filme me vem à cabeça: começo a lembrar que, diferente de muitos na minha sala (talvez a maioria), nunca fui idealista. De verdade, não fiz jornalismo para mudar o mundo. Nunca tive pretensões de lutar por uma causa. Falo isso porque um dos professores homenageados, Stella Maris, da cadeira de televisão, chegou a falar algo bonito pra minha turma, intitulada FILHOS DA PAUTA: vocês têm o mundo pra consertar e um país inteiro pra construir.

   Nos últimos anos não tenho pensado em causas tão nobres. Quero o bem, ajudo as pessoas como posso, com pequenas ações, gentilezas e um sorriso. Talvez ela estivesse falando sobre o mundo a nossa volta né?
Também na aula da saudade, o professor Álvaro Filho, da cadeira de redação, se não me engano - minha memória continua ruim como na época de aluna da Universidade Católica de Pernambuco - falou sobre "fazer um exercício para não achar as coisas naturais". Talvez, na época, meu "coração de estudante" não alcançasse a profundidade do que ele queria dizer. Hoje sei, na prática, do que se trata. Nós, a imprensa, relatamos desgraças e coisas ruins diariamente e a rotina acaba nos anestesiando. Mas não é porque é comum ver certas situações que posso achá-las normais. Preciso SEMPRE indignar-me com a miséria que relato em tantas matérias, com os crimes escabrosos que já precisei contar, com a inoperância do poder público, com a dura realidade de ver gente que paga TODOS os impostos e não ganha em troca benefício algum do governo.

   Outro dia estava em um hospital, o completo caos, com gente há mais de 10h à espera de atendimento. Um senhor olhou pra mim desesperado e disse: me ajude! Me senti tão impotente. Minha arma era o microfone e o máximo que pude fazer foi deixar as pessoas falarem através dele. Mas isso é muito pouco para a dor que eles sentiam. Gente com perna quebrada há horas, mulher grávida precisando dar à luz mas a falta de leito não permitia isso, etc... Exibimos a matéria. Mas e aí? Algo mudou? Não. Permitam-me a expressão, mas tá tudo a mesma merda. O caos continua nos hospitais e em tantos outros setores. Licitações. Burocracias. Falta de vontade política. Não dá pra consertar o país desse jeito. Muito menos mudar o mundo. Mas ainda bem que acredito em milagres!


       No dia-a-dia eu não tenho tempo p filosofar...
posso fazer isso aqui no blog, certo? ;)