Nostalgia: amigas jornalistas em uma mesa de bar no centro do Recife
Foto tirada em 09/05/2008 às 10h42
Pela primeira vez, depois de quase 6 anos de formada (!!), assisti ao DVD dos eventos da formatura. Aula da saudade, culto ecumênico, tantos momentos especais. Um filme me vem à cabeça: começo a lembrar que, diferente de muitos na minha sala (talvez a maioria), nunca fui idealista. De verdade, não fiz jornalismo para mudar o mundo. Nunca tive pretensões de lutar por uma causa. Falo isso porque um dos professores homenageados, Stella Maris, da cadeira de televisão, chegou a falar algo bonito pra minha turma, intitulada FILHOS DA PAUTA: vocês têm o mundo pra consertar e um país inteiro pra construir.
Nos últimos anos não tenho pensado em causas tão nobres. Quero o bem, ajudo as pessoas como posso, com pequenas ações, gentilezas e um sorriso. Talvez ela estivesse falando sobre o mundo a nossa volta né?
Também na aula da saudade, o professor Álvaro Filho, da cadeira de redação, se não me engano - minha memória continua ruim como na época de aluna da Universidade Católica de Pernambuco - falou sobre "fazer um exercício para não achar as coisas naturais". Talvez, na época, meu "coração de estudante" não alcançasse a profundidade do que ele queria dizer. Hoje sei, na prática, do que se trata. Nós, a imprensa, relatamos desgraças e coisas ruins diariamente e a rotina acaba nos anestesiando. Mas não é porque é comum ver certas situações que posso achá-las normais. Preciso SEMPRE indignar-me com a miséria que relato em tantas matérias, com os crimes escabrosos que já precisei contar, com a inoperância do poder público, com a dura realidade de ver gente que paga TODOS os impostos e não ganha em troca benefício algum do governo.
Outro dia estava em um hospital, o completo caos, com gente há mais de 10h à espera de atendimento. Um senhor olhou pra mim desesperado e disse: me ajude! Me senti tão impotente. Minha arma era o microfone e o máximo que pude fazer foi deixar as pessoas falarem através dele. Mas isso é muito pouco para a dor que eles sentiam. Gente com perna quebrada há horas, mulher grávida precisando dar à luz mas a falta de leito não permitia isso, etc... Exibimos a matéria. Mas e aí? Algo mudou? Não. Permitam-me a expressão, mas tá tudo a mesma merda. O caos continua nos hospitais e em tantos outros setores. Licitações. Burocracias. Falta de vontade política. Não dá pra consertar o país desse jeito. Muito menos mudar o mundo. Mas ainda bem que acredito em milagres!
Como falar em um VT (reportagem) que a mulher cortou o pinto do ex-marido??! Foi isso que me perguntei no dia em que tive que falar sobre o assunto. Junto com a edição, chegamos à conclusão que falar em OFF (narração) ou em passagem (quando o repórter aparece) a frase "fulano de tal teve o pênis decepado" ou "a ex mulher cortou o órgão sexual de fulano" ficaria, no mínimo, desconcertante - para não dizer cômico. Logo, deixaria esta tão importante informação "na boca" dos entrevistados (sem trocadilhos, por favor). A princípio estava marcado apenas com o delegado, mas como fomos até à casa do homem, conseguimos falar com a mãe dele. E deu nisso aí que vcs podem asssistir agora:
Bem, para saciar a curiosidade dos meus leitores, o pinto do cara não chegou a cair.
Pausa: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
Deve ter ficado "penduradinho", né?
Pausa 2: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
Por isso, deram um jeito no "negócio" e, creio eu, tudo deve estar nos conformes!
Agora a "múle" era "da pá virada", hein?! Affff
Com a ajuda de minha amiga Priscila, q tb tem blog (http://www.peraivamoscomentar.blogspot.com/), fiz umas alterações nas configurações para deixar comentários e acredito que agora fica mais fácil. Alguns reclamaram q n conseguem comentar. Então, qm não tem conta no google, é só seguir os passos abaixo:
1 - clique em "comentário" e escreva o q quiser e bem entender na parte em branco;
2 - em "comentar como" selecione o perfil "Nome/URL";
3 - vai abrir uma janela onde vc deve escrever seu nome. Não precisa colocar nada no campo URL;
4 - clique em "postar comentário";
5 - Depois vão aparecer aquelas letrinhas. Escreva-as e pronto! O seu comentário vai aparecer no blog "Estou repórter".
Oi pessoas! Esse vt é a cara de final de semana. Por isso que "vtzinhos" lights assim costumam ir ao ar na sexta-feira. Ou são exibidos sempre no final do jornal. Percebam q os telejornais começam mais "quentes" e terminam c algo "positivo", p cima: quase sempre entretenimento. Talvez p q o telespectador fique pensando q o mundo "não é tão ruim qnto parece"! kkkkkkk
O artista plástico, autor das obras de arte, era uma figura. Falava q as esculturas eram interativas e, qndo eu via, já tava se pendurando nelas. Pelas poses que ele faz, vcs vão perceber o q falo! rsrs
A minha passagem ficaria mais legal se tivesse um microfone de lapela. Explico: passagem é qndo o repórter aparece na matéria. É a assinatura da reportagem. Assim como em jornal e revista vcs vêem o nome do jornalista que escreveu aquele texto no início ou no final da reportagem, a hora em que o repórter de tv aparece é qndo ele assina aquele texto. Pode ser no início - como uma abertura - no final - como um encerramento - ou no meio. Ou várias vezes, como já se vê muito hj em dia. Cada vez mais a estrutura do texto televisivo está menos "engessada". Pode-se quase td! Claro q, se o repórter aparece mais de uma vez na matéria, o crédito do nome dele só é dado na primeira vez.
Como nesse vt fiz uma passagem mais "ousada", ela ficaria melhor se eu estivesse c as duas mãos livres, c um microfone minúsculo na minha roupa, q se chama lapela (iguais aos de apresentadores dos jornais - só um adendo: q fique claro q apresentador lê, mas qm tá na rua decora!).
Mas a gente faz o q pode né? Digamos q o nosso lapela n funciona como deveria, então é melhor n arriscar sob o risco de a edição derrubar (cortar) a passagem por conta do áudio. É bem comum acontecer isso. Se fosse funcionária pública, faria greve por um lapela! hahaha
Os bombeiros do Rio fizeram protesto por melhores condições de trabalho e médicos pelo país tb pedem materiais básicos para atender as pessoas... Q tal greve por um lapela?? (Ok, minha categoria teria muito mais a pedir, a começar por salários melhores! Nest-ce pas?) Mas como n sou funcionária pública, melhor ficar na minha p n correr o risco de ter q fazer um certo acordo c os empregadores: eles entrarem c o pé e eu, c a bunda!
Isso de manter blog atualizado é difícil viu? kkkkkk Mas vamo q vamo!
Graças a Deus ontem n fui pro lago. A novela parece q acabou.... =D
Ontem comi mexerica (q p mim se chama laranja cravo) do pé! Fui entrevisar um pequeno produtor rural e fiz essa boquinha ;)
Cinegrafista Nery e auxiliar Carlinhos na "colheita"
Depois foi um vivo na rodoviária pq teve paralisação dos ônibus. Antes de entrar no ar teve menino de rua do meu lado querendo puxar conversa, bêbado querendo aparecer na frente da câmera e deficiente visual q quase trombava em mim. Só n o fez pq o pessoal da minha equipe ajudou o senhor a fazer outro caminho... Pq se fosse depender d mim... eu ainda n enxergo pelas costas, certo? rsrs
#Mudandodeassunto:
Os pais querem sempre o melhor pros filhos né? Mas como isso é subjetivo! Por exemplo: esse vt abaixo é sobre um menino d 5 anos q virou sucesso na internet pq tem um molejo........ kkkkkkk Assistam e eu comento abaixo:
Fizemos vááárias imagens do pequeno dançando, requebrando, rebolando.... mas a edição foi bem sutil e até q n expôs muito o garoto. Mas que fique claro, td q filmamos foi sob a supervisão e incentivo da mãe do menino. Reparem q ele, qndo tá dançando, olha pro canto: é onde tava a mãe, dançando pro menino! kkkkkkk Uma graça! Na cabeça dela, n há mal algum nisso, mas muita gente pelo menos na redação, comentou q n achava certo uma criança de 5 anos tá dançando dessa forma. Pergunto: até q ponto se pode "explorar" o talento de um filho? É bem tênue a linha entre o "querer bem" e o "se dar bem"? Claro q ela n quer o mal do menino. Pelo menos prefiro pensar assim... Percebam q a sonora do padrasto q fala q "tem dois pés esquerdos", é mais contida. E nos bastidores ele parecia n gostar muito d ver a mulher (mãe do menino) dançando n! Será q, se fosse filho dele, ele deixaria? BEM, divagações à parte, foi MUITO ENGRAÇADO esse pirráia (do substantivo pirralha = criança). Qndo tocamos a campanhia do apartamento, a mãe abre a porta e qm tá do lado, já a todo vapor? Ele! Requebrando de cara e na minha cara!! kkkkk Figura. Ótima forma de quebrar o gelo c uma equipe d reportagem! Fica a dica... ;)
Claro q hj continuei no lago, mas me recuso a falar do assunto! #revoltada
Minha prima Rebeca se perguntou o q eu colocaria no blog se entrevistasse a "figura" do vídeo abaixo! Como n era um vivo, a pessoa q tava entrevistando deve ter se estourado de rir! Pq era o q eu faria DE CERTEZA! Assistam a tamanha sabedoria:
Só q isso me lembrou de algo q aconteceu ano passado, ao vivo, c meu colega de profissão Geraldo Beckher. Eu ainda n morava em Brasília. A situação foi bem inesperada... Resultado: acabou indo pro Top Five do CQC! kkkkkk muito bom. Vejam:
Não sei se teria o mesmo jogo de cintura q ele. rsrsrs Mas vivo tem dessas coisas. No meio do povo e COM o povo, td pode acontecer!
Isso me lembra tb de outra situação engraçada. Qndo trabalhava na TV Alagoas (afiliada SBT Maceió), fui a uma favela p entrevistar moradores de lá. Queria q eles falassem de direitos do cidadão, se n me engano. Algo p mostrar as condições degradantes em q vivem. Aí num dos barracos, entrevistei um senhor. Ele me mostrou a "casa" dele. Na hora da sonora (entrevista, para os leigos), comecei a perguntar se ele já havia passado fome, como fazia p ir ao médico... Ele começou a contar o drama (td q a imprensa gosta né?!). Aí inventei d perguntar como fazia qndo tinha dor de dente, p ir ao dentista. Ele prontamente, na ânsia de aliviar tanta curioidade minha, fez um simples movimento c a boca e a chapa dele (dentadura, pros q n são nordestinos) folgou do céu da boca. Conseguem imaginar a cena? E ele disse ao fazer esse movimento: "Precisa de dentista n, minha filha!" kkkkkkkkkkkkkkkkkk
Foi quase isso:
com a diferença q o meu entrevistado não segurou c a mão!
Vamos combinar, a imprensa é uníssona e isso é um saco!
Mas será q dá p ser diferente? Aqui em Brasília, como tds já sabem, nós (qm? qm? a mídia!) só falamos do maldito barco q afundou e matou 9 pessoas! Enquanto os corpos n haviam sido encontrados, ok, tinha q ficar lá mostrando os trabalhos de busca e falando c as famílias dos desaparecidos (isso é outra coisa q n entendo. Falar c qm tá sofrendo é horrível!)... Mas pq q a imprensa tem q ficar d plantão, na beira do lago, noticiando: o barco virou, foi puxado, agora afundou, agora X boias c capacidade p suspender Y toneladas serão colocadas na frente e na parte do meio do barco... Ah q saco! Não é mais fácil e coerente apenas avisar qndo a embarcação for içada e depois sobre a conclusão da perícia? Gente, vamos combinar, mas é o q interessa! Mas não! Aí fica td mundo como? Assim:
E olhe q as condições melhoraram viu? Ontem (segunda) os bombeiros deixaram a gente entrar no clube q serve d apoio p eles e ficamos c "sombra e água fresca" - e sentados! Mas como mostrei no post do dia 25 de maio, até então estávamos ao relento, no meio do barro e do mato! (Bastidores - cobertura naufrágio http://estoureporter.blogspot.com/2011/05/bastidores-cobertura-naufragio.html ).
Aí fica um bando de jornalista querendo saber esses detalhes q, na minha humilde e reles opinião, n vão mudar em nada a vida do telespectador. MAS, como TODOS falam sobre isso, n podemos levar esse FURO! kkkkkkkkk
Essa sou eu e a major responsável pela comunicação social dos bombeiros no barco da Marinha. A imprensa td feliz pq chegaria mais perto do local. Com certeza eu deveria tá perguntando algo do tipo: a distância da margem, a profundidade do local, a forma de suspender o barco! ai ai ai
Pras emissoras grandes, c estrutura, pouca diferença faz se tem uma equipe de reportagem lá, "quarando", mas p qm tem equipe reduzida é um sacrifício enorme. O SBT só tem 2 repórteres à tarde. Metade da equipe (eu) fica na beira do lago. Mas, se as "emissoras grandes vão dar" nós temos q fazer o msm pq se n fica "feio", já q "TODOS vão dar". Ai como é difícil hein?
Essa sou eu, feliz, c minhas informações apuradas e anotadas! Ao fundo, nosso objeto de observação. rs Luís, o auxiliar, virou meu fotógrafo. Só vejo q ele tirou tds essas fotos no final do dia! kkkkkk
BEM, a expectativa é q esse barco seja içado hj, mas provavelmente, se isso acontecer, será só à tarde. Ou seja, n me resta outra pauta hj, a n ser essa!!!
n aguento mais! =((((